Rolando Christian Coelho
15/04/2019 14h30

Ricardo Guidi está muito ameaçado

Rolando Christian Coelho, 15/04/2019

Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, concedeu habeas corpus que suspende a inelegibilidade do ex-deputado federal João Rodrigues (PSD). Ele foi condenado a mais de cinco anos de prisão por suposta improbidade administrativa enquanto prefeito em exercício de Pinhalzinho, em 1999. Em função da condenação de primeira instância ter sido ratificada pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, Rodrigues acabou caindo no Ficha Limpa.

Ano passado ele disputou novamente uma cadeira na Câmara Federal, mas, por conta do Ficha Limpa, seus votos não foram validados. Desde então, o ex-deputado tenta fazer valer a prescrição da condenação, o que, teoricamente, o deixaria elegível.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, em princípio, garante que João Rodrigues concorreu à eleição de 2018 sem nenhuma condenação, já que ela retroage a agosto do ano passado, antes da eleição propriamente dita, que aconteceu em outubro, e também antes da diplomação dos eleitos, que aconteceu em novembro. A questão agora é saber como o Tribunal Superior Eleitoral irá interpretar esta decisão. Em princípio, se o habeas corpus for levada ao pé da letra, João Rodrigues assumiria o lugar do deputado federal criciumense Ricardo Guidi (PSD) na Câmara Federal, já que, na eleição do ano passado, Rodrigues fez 68 mil votos e Guidi 62 mil.

A decisão não é definitiva. Não coloca João Rodrigues automaticamente na Câmara Federal no lugar de Ricardo Guidi. No entanto, é um grande passo para que isso possa acontecer.

Gislaine diz que não trocará PR por MDB

Vice-prefeita de Sombrio, Gislaine Dias da Cunha, diz que não pretende trocar o PR pelo MDB, com vistas à disputa municipal do ano que vem. Ela é um dos principais nomes da situação para o embate pelo executivo, mas sofre resistência junto as bases emedebistas justamente por não ser filiada ao partido. De acordo com a vice, seu projeto é o de continuar fortalecendo o PR não só em Sombrio, mas também em todo o Extremo Sul, já que é a coordenadora do partido em nível regional. Se por um lado Gislaine pode ter dificuldades em convencer a base do MDB em apoiá-la, por outro, em permanecendo no PR, ela também poderá receber o apoio do Progressistas para a disputa pela prefeitura em 2020. Se for para o MDB, esta segunda hipótese não existe.

Mota é nomeado assessor de Maldaner

Ex-deputado estadual Manoel Mota (MDB) voltou à ativa. Tudo estava costurado para que Mota fosse assessorar o deputado estadual Volnei Weber (MDB), mas ele optou por ficar vinculado ao gabinete do deputado federal Celso Maldaner (MDB), para quem trabalhou no pleito eleitoral passado. O ex-parlamentar ficará atuando no Sul do Estado, de acordo com ele, fazendo a ligação entre nossa região e a capital federal e catarinense. Mota ressalta que preferiu não trabalhar com Volnei para deixá-lo “mais livre” em sua atuação legislativa. Além de Mota, outros quatro ex-deputados do Sul do Estado estão vinculados a gabinetes de deputados eleitos. São eles: Valmir Comin (PP), Cleiton Salvaro (PSB), Dóia Guglielmi (PSDB) e José Paulo Serafim (PT).

Os dois Andrés de Passo de Torres

Na última sexta-feira escrevi André Porto (PP), “assessor do deputado estadual José Milton Scheffer (PP)”, é um dos nomes da oposição em Passo de Torres cotado para a disputa eleitoral do ano que vem no município. O nome do assessor de Zé Milton, na verdade, é André Hespaniol. André Porto é vereador em Passo, e, por coincidência, também cotado para disputa ao executivo em 2020. Além dos dois, também são citados como nomes da oposição com vistas ao executivo, Valmir Rodrigues, Eduardo Cardoso e Adriano Delfino. Na opinião de André Hespaniol, que se diz fora do processo, a candidatura oposicionista será representada ou por Eduardo Cardoso, que já foi vereador e presidente da Câmara Municipal, ou por André Porto.

Veto de Moisés era um tiro no pé da Saúde

Veto do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) a emenda do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), que prevê a destinação de 10% dos recursos da saúde do Estado para hospitais filantrópicos, mostra claramente que a atual gestão estadual entende muito pouco de economicidade. Por sorte o veto foi derrubado, garantindo a aplicação de R$ 180 milhões nos hospitais de pequeno porte. Acontece que são justamente estes hospitais que ajudam a enxugar a demanda dos hospitais regionais, que não dão conta de atender a população. Quanto mais pacientes forem atendidos em Sombrio, Praia Grande, Meleiro, Timbé do Sul, Jacinto Machado e Turvo, muito menos serão atendidos no Regional de Araranguá. É tão óbvio que chega a ser absurdo ter que explicar.

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