Rolando Christian Coelho
04/04/2019 10h07 - Atualizado em 04/04/2019 10h08

Adelor Emerich diz que está fora de 2020

Rolando Christian Coelho, 04/04/2019

Empresário Adelor Emerich (PP), que disputou prefeitura de Jacinto Machado em 2016, diz estar fora do jogo político eleitoral do ano que vem. Ressalta que pretende apoiar alguém do grupo que lhe apoiou no último pleito, nada mais. Considerado o nome mais forte da oposição, a posição de Adelor acaba abrindo espaço para especulações em torno do nome do ex-prefeito Antônio de Fáveri, de quem Adelor era vice. Pesa contra ele a filiação no PT, partido altamente desgastado no cenário político no atual momento nacional. Solução poderia ser a migração para uma sigla neutra, que abarcasse o apoio dos que fazem oposição ao MDB em nível local. O meio político, no entanto, acredita que Adelor acabará revendo sua posição com vistas a 2020.

Manter partidos pequenos pode ser uma boa

Mesmo com o fim das coligações proporcionais, a manutenção dos partidos pequenos em torno dos grandes é fundamental para a disputa das eleições municipais ano que vem, pelo menos naqueles municípios onde existem emissoras de rádio e televisão. É que é justamente da junção de partidos que se consegue aumentar, substancialmente, o tempo de exposição das candidaturas nestes veículos de comunicação.

Esta situação, no entanto, deve dar muita dor de cabeça com vistas a 2020. A verdade é que serão poucos os líderes políticos que de fato irão querer ficar em uma pequena sigla, sem possibilidade de coligação, apenas para colaborar com uma sigla maior. Siglas pequenas, sem coligação, têm chances quase zero de eleger vereadores. A tendência natural é a de que estes líderes se filiem em siglas maiores, deixando com que seu partido antigo se acabe. O problema é que se ele se acabar, acaba-se também um tempo maior no horário eleitoral, já que o número de filiados em nada aumenta o tempo de TV e rádio das siglas maiores.

Levará vantagem a sigla maior, “cabeça de chave”, que conseguir convencer aliados pequenos a se manter na ativa, mesmo que de forma meramente administrativa. Quanto maior a quantidade destes aliados, maior o tempo de mídia televisiva e radiofônica. Em nossa região, Araranguá possui TV e rádio, e Sombrio, Turvo, Jacinto Machado e Balneário Gaivota possuem rádios comerciais, que são obrigadas a transmitir programas eleitorais.

Empresários têm reclamando da fiscalização

Empresários de nossa região tem reclamado do aperto, cada vez maior, no que diz respeito as exigências de ordem ambiental por parte do Governo do Estado. A expectativa era a de que com um governo do PSL em Santa Catarina muitas normativas fossem revistas, de modo a facilitar a vida do setor produtivo. Pelo menos essa foi a promessa de campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro, do mesmo PSL do governador catarinense Carlos Moisés da Silva. Na prática, no entanto, nada mudou. “A papelada e as restrição continuam as mesmas, com tendência de que as exigências sejam maiores ainda. Daqui a pouco vão estar dizendo que não se pode fazer um buraco, porque poderá matar uma minhoca”, me disse um empresário de Araranguá.

Adroaldo diz que especulações são naturais

Ex-prefeito de Balneário Gaivota, Adroaldo Tiscoski (PP), diz que encara com naturalidade especulações dando conta de que ele possa deixar seu partido e se filiar a alguma outra sigla, para compor uma majoritária oposicionista ano que vem. “Faz parte do processo. Especula-se de tudo num ano que antecede uma eleição. Se isto vai se concretizar, ai já é uma outra história”, tangencia, sem desmentir esta possibilidade. Aos mais próximos, o ex-prefeito tem demonstrado descontentamento com seu partido, que atualmente comanda o executivo através do prefeito Ronaldo Pereira da Silva (PP). O Progressistas, por óbvio, não quer a desfiliação de Adroaldo.

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