Rolando Christian Coelho
27/03/2019 08h59

Acabaram as festas do Amauri Júnior

Rolando Christian Coelho, 27/03/2019

Apresentador Amaury Júnior diz que o Brasil não é mais o mesmo. Ao longo dos últimos 37 anos ele tem feito cobertura de eventos sociais para os principais veículos de comunicação do país, e ficou notabilizado, especialmente, por conta de seus programas televisivos. Neles, o apresentador entrevista celebridades, muitas das quais ligadas ao meio político e empresarial. No eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais, toda semana era uma grande festa a ser coberta. Era, não é mais. Amaury Júnior diz que o Brasil não é mais o mesmo. As festas estão acabando. A vida noturna da elite está acabando.

Interessante observar que tais festas estão deixando a agenda social da elite brasileira, na mesma medida em que políticos e empresários de grandes empreiteiras vão parar atrás das grades. Com o fim do dinheiro fácil circulando, as festas fáceis também estão se raquitizando.

Há de ser refletir quantas champanhes abertas deixaram de ser litros d’água para o povo do sertão nordestino, a exemplo de quantos canapés poderiam ter se transformado numa merenda de mais qualidade nas escolas.

O Brasil passou séculos relegando sua realidade, mascarando com cortinas de papel um cenário de horrores sociais. Foi assim nos governos de direita, e nenhum pouco diferente nos de esquerda, onde as festas, aliás, aumentaram.

A esperança é de que tudo não volte à estaca zero, com figurões da política nacional ficando apenas quatro dias atrás das grades, em decorrência de um judiciário putrefato. Judiciário que, ao invés de se posicionar francamente a favor de uma verdadeira festa para o povo, prefere as do Amaury Júnior.

Deputado do PV não quer taxa ambiental (!?)

Parece para lá de contraditório, mas deputado estadual Ivan Naatz, do Partido Verde, apresentou projeto na Assembleia Legislativa proibindo cobrança de taxa ambiental para entrada em cidade turística, a exemplo do que acontece atualmente em Bombinhas, no litoral Norte. Neste município, a então prefeita, e atual deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (PDT), instituiu a taxa, que em seis anos arrecadou quase R$ 10 milhões. O argumento era justamente o da utilização dos recursos para a preservação do meio ambiente. Para Naatz, a taxa é inconstitucional, pois inibe o direito de ir e vir do cidadão. Em princípio, se supunha que alguém filiado ao PV seria um defensor deste expediente.

PDT de Sombrio diz que pode encabeçar 3ª Via

Presidente do PDT de Sombrio, Celso Rogério de Souza, diz que seu partido está reformulando seus quadros com vistas à eleição municipal do ano que vem. Ressalta que o PDT, a exemplo de 2016, irá lançar chapa proporcional com candidaturas a vereador de forma autônoma, independente do fim das coligações para as disputas legislativas. Em relação as especulações dando conta da formação de uma Terceira Via política no município, objetivando disputar a prefeitura, Celso diz que vê com bons olhos esta possibilidade, mas ressalta que pronunciamentos oficiais sobre o tema só se darão depois de uma ampla discussão com as bases do partido. Diz, também, que o PDT é o partido mais capacitado para timonar esta Terceira Via.

Reforma Administrativa já está na Assembleia

Começou a tramitar ontem na Assembleia Legislativa projeto de reforma administrativa proposta pela governador Carlos Moisés da Silva (PSL). Ela prevê a extinção de secretarias de Estado, secretarias executivas, autarquias, conselhos, uma sociedade de economia mista e ainda 20 ADR’s. Acabará, se aprovada, com 2.054 cargos comissionados, quase metade dos existentes. No conjunto da obra, uma economia de R$ 500 milhões ao longo dos quatro anos do atual governo. Único problema é aprová-la só na base da saliva. Pior que isto: se aprovada, fechará as portas para centenas de cargos comissionados, grande parte indicados por deputados que agora estão na incumbência de votar a reforma. Haja espírito altruísta no parlamento.

Kila não acredita em debandada do PSB

Coordenador regional do PSB, ex-vereador araranguaense Kila Ghellere, não acredita em debandada do partido, como vem sendo especulado em nível estadual. Em nível nacional, o PSB tem se posicionado francamente contrário ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), com discurso alinhado à esquerda, bem ao contrário do partido centrista de 2018. Por conta disto, especula-se, os três deputados estaduais eleitos pelo PSB estariam pulando fora do partido. O próprio presidente estadual da sigla, Paulinho Bornhausen, estaria descontente com os rumos que vêm sendo tomados. “Tem muita fofoca no meio disto tudo. De fato o PSB nacional está puxando o partido para um lado que não é o almejado pelo menos pelo PSB catarinense. Mas falar em debandada, parece um exagero”, comenta Kila.


POR MOTIVO DE FORÇA MAIOR, O JORNALISTA ROLANDO CHRISTIAN COELHO NÃO ESCREVERÁ NESTE ESPAÇO NA QUINTA E SEXTA-FEIRA, VOLTANDO NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, DIA 01/04.

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