Rolando Christian Coelho
21/01/2019 09h57

PSL dá trégua a si mesmo até junho

Rolando Christian Coelho, 21/01/2019

Depois de uma reunião de cinco horas, presidente do PSL Estadual, Lucas Esmeraldino, e três, dos quatro deputados federais eleitos pelo partido, além de outros pontuais interessados no processo, conseguiram chegar a um denominador comum, no que diz respeito ao comando da sigla em Santa Catarina. No final do ano passado Lucas foi eleito presidente do partido, em um processo não aceito pelos futuros deputados federais Daniel Freitas, Caroline De Toni e Coronel Armando. A reunião, que foi intermediada pelo vice-presidente nacional do partido, Antônio de Rueda, selou uma espécie de armistício interno. Ficou acordado que Esmeraldino continua como presidente até 30 de junho, mas que todos os quatro deputados federais eleitos, assim como os seis estaduais, é quem preencherão as demais vagas da executiva. Caroline será a nova vice, e Daniel Freitas o secretário-geral. Ambos encabeçavam o movimento contra Lucas Esmeraldino.

A recomposição da executiva estadual do PSL é uma vitória significativa para o grupo opositor, principalmente para Daniel, deputado federal mais votado pelo partido no pleito do ano passado. Na condição de secretário-geral, e tendo Caroline como vice-presidente do PSL Estadual, o futuro parlamentar tem plenas condições que criar o cenário propício para chegar ao comando da sigla no segundo semestre.

Por óbvio que o projeto de Daniel Freitas é o de suceder Carlos Moisés da Silva (PSL) na governadoria estadual em 2022, só que para isto ele precisa controlar o comando do PSL catarinense, de modo a criar o campo necessário para isto. Há de se ressaltar que a isenção do governador Moisés diante do palco dos acontecimentos tem facilitado em muito a vida do grupo que faz oposição a Esmeraldino, que foi quem, por vias indiretas, o colocou no comando do Estado.

Júlio Garcia evita falar em vitória

Mesmo com tudo já acertado para que chegue ao comando do parlamento catarinense, deputado estadual eleito Júlio Garcia (PSD) nega que já tenha os 21 votos necessários para presidir a Assembleia Legislativa. De acordo com ele, as articulações neste sentido estão bem encaminhadas, mas não seladas. No plano da realidade, Júlio deverá ser eleito por unanimidade, tendo como seu vice o emedebista Mauro de Nadal, em uma composição que contará com meia dúzia de partidos na Mesa Diretora da Assembleia, e a distribuição de presidências de comissões importantes para as principais siglas do parlamento. Júlio tem evitado falar sobre o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL). Todavia, pontua que o governador puxou para si toda a responsabilidade pela composição do primeiro escalão, e que, por conta disto, é o responsável direto pelos acertos e erros de sua equipe.

Falecimento causa comoção em Arroio

Causou grande comoção falecimento por infarto, ontem, em Balneário Arroio do Silva, do servidor da municipalidade, Mateus Joaquim Lessa, que atuava como motorista junto a Secretaria de Saúde. Engajado às causas sociais, e perpétuo amante da Arrancada de Caminhões de Arroio, Mateus será sepultado na manhã desta segunda-feira, 21, em Araranguá. Figura carismática, e sempre disposta a ajudar ao próximo, Mateus havia se recuperado há pouco de um acidente com motocicleta, que o deixara bastante debilitado.

Diferença entre 2009 e 2019 é quase nula

Nas redes sociais a moda agora é publicar uma foto de 2009 e outra de 2019, mostrando a diferença entre o passado e o presente das pessoas. Se fossemos fazer esta brincadeira com obras do governo estadual em nossa região, na maioria dos casos o único trabalho seria o de duplicar a foto de 2009, mostrando que em 2019 nada mudou. A Serra do Faxinal, em Praia Grande, continua na mesma, o que também é verdade em relação a buraqueira da rodovia José Tiscoski, entre Sombrio e Jacinto Machado. A SC 447, entre Araranguá e Balneário Arroio do Silva, esta igualzinha a 2009, e permanece sem acostamento. O rosário de situações irresolúveis vai longe e se contemplasse o governo federal, com fotografias das barras do rio Araranguá e Mampituba, da barragem do rio do Salto, e de outras situações diversas, como as trapalhadas de engenharia não resolvidas diante da duplicação da BR 101, ia faltar papel para imprimir tanta foto.

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