Rolando Christian Coelho
07/11/2018 10h37

Fim das ADRs pode ser votado ainda neste ano

Coluna Rolando Christian Coelho, 07/11/2018

Um dos pilares de campanha do governador eleito Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés (PSL), foi a promessa de extinguir todas as Agências de Desenvolvimento Regional de Santa Catarina, as populares ADRs. Neste sentido ele não destoou muito de seus adversários, que também, em grande maioria, fizeram promessas similares. A diferença é que Moisés ganhou a disputa e terá que cumprir com o prometido.

A boa sintonia que ele vem mantendo com o ainda governador Eduardo Moreira (MDB), no entanto, poderá aliviar, e em muito, sua decisão, que deverá descontentar centenas de funcionários públicos, comissionados ou não, assim como uma centena de lideranças políticas Estado a fora. É que Moreira se comprometeu em enviar para a Assembleia Legislativa, por óbvio, ainda neste ano, projetos que sejam de interesse do futuro governador. Neste momento, por certo, o que mais interessa a Comandante Moisés são projetos que tratem do enxugamento da máquina pública, o que inclui o fim das ADRs.

A grande questão é saber se Moreira vai querer tratar de um assunto tão pontual, e a tanto tempo defendido pelo MDB. Diga-se de passagem, não fosse pelo partido, as ADRs já não existiriam mais desde 2010, quando Raimundo Colombo (PSD) assumiu pela primeira vez o governo estadual. Qual Abraão, de faca em punho, diante de Isaque, poderá caber ao próprio MDB por fim a sua cria. O problema é que desta vez Deus não vai querer salvar o rebento.

Notas

Acontece hoje, em Criciúma, reunião na Amrec para discutir, mais uma vez, a questão ligada a instalação de praças de pedágio ao longo da BR 101, em São João do Sul, Maracajá, Tubarão e Laguna. Desta vez o assunto será tratado com técnicos da Fiesc, a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina. Em princípio, diante do que parece ser o caráter irrevogável desta medida, mobilização já está convergindo para se tentar diminuir o valor do pedágio, previsto para ficar na casa dos R$ 4,20, cerca de 65% mais caro do que é cobrado no trecho Norte da 101.

Mesmo antes de qualquer anúncio oficial de seu partido, deputada federal Geovânia de Sá (PSDB) já sentenciou que estará ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) a partir de 1º de janeiro. De acordo com ela, Bolsonaro está imbuído das melhores intenções para o país, e sua boa vontade é digna de confiança. Ontem, durante sessão solene na Câmara Federal, o ainda deputado federal Jair Bolsonaro recebeu os cumprimentos de Geovânia e a confirmação do apoio a ser manifestado em plenário.

Progressistas de nossa região estão apostando suas fichas na boa relação que o deputado federal, e futuro senador, Esperidião Amin (PP), tem com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Vale lembrar que o futuro presidente foi filiado ao PP por duas décadas. Sem portas abertas no Governo do Estado, esperança de prefeitos progressistas é a de que, via Amin, Bolsonaro sensibilize o futuro governador Comandante Moisés quanto às demandas das prefeituras sob comando do partido. Ou isto, ou completar um quatro de século sem as benesses do governo estadual, algo que já vem desde 2003.

Prezados leitores. Por motivos particulares precisarei me ausentar da coluna pelos próximos dois dias. Por conta disto, retornarei a este espaço na edição da próxima segunda-feira, dia 12. Agradeço a compreensão daqueles que acompanham este trabalho através do Correio do Sul, como também através das redes sociais. Em relação a AR-TV, onde mantenho comentário diário ao meio dia, minha ausência se dará entre os dias 12 e 16, retornando a normalidade no dia 19.

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