Rolando Christian Coelho
06/08/2018 10h55 - Atualizado em 06/08/2018 10h57

Amin e Bauer tomam juizo e se aliam aos com mais chances

Coluna Rolando Christian Coelho, 06/08/2018

Amin e Bauer tomam juizo e se aliam aos com mais chances

Nunca na história de Santa Catarina as coligações majoritárias, com vistas a um pleito estadual, tiveram tantas nuances novelescas. Ao longo dos últimos seis meses foram compostas, virtualmente, alianças partidárias para todos os gostos. As montagens e desmontagens destas composições aconteciam quase que do dia para a noite, sem, no entanto, terem o lastro necessário para serem concretizadas.

Por fim, prevaleceu a lógica, mola-mestra da civilização ocidental. Esperidião Amin (Prog), que já havia lançado sua candidatura a governador, retrocedeu e aceitou compor com Gelson Merisio (PSD), apoiando este ao governo e optando pela vaga ao Senado. Mesma linha adotada por Paulo Bauer (PSDB), que retrocedeu em sua candidatura governamental, disputando novamente o Senado, e apoiando Mauro Mariani (MDB) em seu intento de substituir Eduardo Moreira (MDB) no governo catarinense.

Os projetos autônomos de Amin e Bauer estavam à beira da utopia. O progressista ia, mais uma vez, chover no molhado. O fato é que Amin não se preparou para ser candidato a governador em 2018. Ele não construiu alianças e, principalmente, não conseguiu se livrar do estigma de centralizador. É muito provável que chegasse ao segundo turno, mas que acabasse morrendo por ali mesmo, como de vezes passadas.

Já Paulo Bauer estava mais iludido ainda, crente que a votação alcançada em 2014 seria repetida neste ano. Bauer tinha tudo para ficar na quarta colocação, no primeiro turno da eleição estadual deste ano, na frente apenas do PT e de outras candidaturas de pouca expressão.

A decisão de Amin de manifestar apoio a Merisio, e de Bauer de manifestar apoio a Mariani foi um elogio a sensatez de quem, agora, pretende disputar um pleito eleitoral desta relevância com reais chances de vitória.

Notas

Diariamente recebo relatórios da audiência desta coluna nas redes sociais. Em média, cerca de dez mil pessoas leem a coluna diariamente via internet, perfazendo aproximadamente 240 mil acessos mensais. No mês de julho, duas colunas em especial chamaram a atenção dos amigos leitores. Uma, sentenciando que o suplente de deputado estadual Manoel Mota (MDB) poderia desistir de sua candidatura, teve 14.775 acessos. Outra, sugerindo que Esperidião Amin (Prog) concorresse como candidato ao Senado, e não ao governado, teve 14.559 acessos. Ambas tiveram 40% mais de leitores do que a média as demais. Prova de que os dois políticos tomaram decisões sábias.

Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Sombrio, Fabiano Pinho (PSDB), diz que ainda não foi notificado, oficialmente, quanto a cassação dos vereadores Nego Gomes (MDB), Carlinhos Gomes (MDB), Som da Garuva (MDB), Janguinha Duarte (MDB) e Daniel Palito (PSB), que foram sentenciados a perda de seus mandato, pelo Tribunal Regional Eleitoral, por suposta fraude eleitoral na composição da chapa proporcional pela qual disputaram a eleição de 2016. “Vamos aguardar os desdobramentos e seguir o que manda a lei. Por enquanto o plenário da Câmara continua como está”, enfatiza o presidente da Casa.

Diante do acerto de seu partido com o PSD, deputado federal Jorge Boeira (Prog) não terá espaço para ser candidato ao Senado Federal. De todo modo, sentenciou que não concorrerá à reeleição. Ex-prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo (Prog), também declinou da possibilidade de concorrer à Câmara Federal. Por conta disto, ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (Prog) tornou-se um nome preferencial para voltar à ativa na política eleitoral Sul catarinense, postulando seu antigo cargo. Tratativas neste sentido adentraram domingo. Só mesmo a ata da convenção do PP, a ser entregue hoje no TRE, indicará quem será o substituto de Boeira neste ano.

Quatro gaúchos irão disputar a vice-Presidência da República neste ano, fato inédito em toda a história do país. Ex-governador Germano Rigotto (MDB) será candidato a vice de Henrique Meirelles (MDB). A senadora Ana Amélia Lemos (Prog) será candidata a vice de Geraldo Alckmin (PSDB). A deputada estadual Manuela Dávila (PCdoB) será candidata a vice de Lula da Silva (PT), ou de Fernando Haddad (PT). Já o general da reserva Amilton Mourão (PRTB) será candidato a vice de Jair Bolsonaro (PSL). Rigotto nasceu em Caxias do Sul. Ana Amélia nasceu em Lagoa Vermelha. Já Manuela e Mourão nasceram em Porto Alegre.

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