Rolando Christian Coelho
26/07/2018 11h00

Amin e Meriso tentarão bater o martelo hoje com vistas à 2018

Rolando Christian Coelho, 26/07/2018

 Amin e Meriso tentarão bater o martelo hoje com vistas à 2018

Deputado federal Esperidião Amin (PP) e o estadual Gelson Merisio (PSD), tentarão, mais uma vez, chegar a um consenso sobre uma composição majoritária que pode levar as duas siglas a estarem aliadas, já no primeiro turno, na disputa pelo governo do Estado. O encontro entre os dois está previsto para acontecer hoje, em Florianópolis.

Nesta queda de braços entre Amin e Merisio ambos apresentam predicados robustos. Amin tem um nome consolidado e capilarizado em todo o Estado, o que lhe garante, invariavelmente, a liderança em pesquisas de opinião pública no primeiro turno. Merisio, por sua vez, tem ao seu lado uma coligação que impressiona até mesmo os políticos mais otimistas, além de contar com o apoio do ex-governador Raimundo Colombo (PSD).

Pela lógica, Merisio deveria aceitar ser candidato a vice-governador de Esperidião Amin. O problema é que política não é lógica. Política é movimento social e, neste sentido, o mais salutar para o PP é que Amin aceite concorrer como candidato ao Senado numa composição em que Merisio seja candidato ao governo. É que se Amin concorrer de forma autônoma ao governo, absolutamente nada impede que no segundo turno PSD e MDB se unam, mais uma vez, para derrotar o progressista, caso ele chegue à segunda etapa da eleição.

A composição mais próxima da realidade, e sintonizada com a vitória, seria aquela que colocasse Merisio como candidato ao governo, João Paulo Kleinubing (DEM) como candidato a vice, e Amin e Colombo disputando o Senado. Na seara da utopia, se poderia sonhar com o PSDB integrando este grupo. O grande problema é saber onde aninhar todos os tucanos que almejam disputar a majoritária neste ano.

Notas

Deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), e o pré-candidato a deputado federal Manoel Dias (PDT), cumpriram agenda ontem na região. Além de suas candidaturas, defenderam o nome de Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República, “como forma do retorno da democracia ao país”. Em Sombrio foram recepcionados pelo empresário João Bonamigo Filho, nome que tem se ressaltado na política do vizinho município de Balneário Gaivota. Na região foram acompanhados pelo ex-prefeito de São João do Sul, Alex Biachin, e também por Santina Izé Rosa, que foi candidata à Prefeitura de Meleiro em 2016.

Durante a passagem do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) e de Manoel Dias (PDT) por Sombrio, ontem, presidente municipal do partido, o ex-vereador Celso Rogério Souza, fez questão de ressaltar que PDT terá candidato próprio à Prefeitura Municipal em 2020. “Seremos a terceira via na disputa pela prefeitura. Estamos consolidando um grupo com este objetivo, para que sejamos uma alternativa viável e real a mesmice que vem se revesando no poder, representada ora pelo MDB, ora pelo PP”, comentou. Em princípio, recebeu o apoio dos brizolistas que estavam presentes ao encontro, destinado a ciceronear Minotto e Manoel Dias.

Prefeito Zênio Cardoso (MDB) e os novos diretores do Hospital Dom Joaquim, Ricardo Ghelere e Robson Schmidt, estiveram ontem em Florianópolis reunidos com o Secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande. Na ocasião solicitaram estreitamento de relações entre a Secretaria e o hospital, que tenta se recuperar de uma grave crise financeira e de credibilidade, através do novo gestor, o Instituto Maria Schmidt. Ficou encaminha parceria para a realização de cirurgias ortopédicas, gerais e ginecológicas, através de contratualização junto ao Estado.

Vereador sombriense José Eraldo Soares, o Peri (PP), já não esconde seu desejo de disputar a Prefeitura Municipal em 2020. Pelo menos é isto que tem demonstrado suas ações junto à comunidade nos últimos tempos. Peri tem sido visto circulando em praticamente todas as festas religiosas e comunitárias realizadas em Sombrio ao longo de 2018. Também conseguiu se aproximar, e ser bem recebido, até mesmo em movimentos onde os políticos tiveram imensa restrição, como foi a greve dos caminhoneiros. Ao contrário de 2016, ao que tudo indica o PP sombriense não terá dificuldades em achar nomes para o embate municipal daqui a dois anos.

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