Redação - Revista W3
13/07/2018 09h23

Afora Amin, Merisio e Mariani qualquer outro nome é utopia

Rolando Christian Coelho, 13/07/2018.

Afora Amin, Merisio e Mariani qualquer outro nome é utopia

Ontem liguei para cinco fontes em nível estadual, cada qual ligada respectivamente ao MDB, PSDB, PP, PSD e PT. A pergunta foi a mesma para as cinco: “Que rumo seu partido irá tomar neste ano, e com quem irá coligar”. Nenhuma tinha uma resposta definitiva a respeito do futuro de sua sigla. Todas levantaram duas, três, quatro possibilidades diante da eleição de Outubro. No resumo da ópera, a sentença acabou sendo a mesma: tudo pode acontecer. O que se ressaltou foi o de sempre: tendência do PSD trazer o PP a reboque, e do MDB compor com o PSDB.

Por incrível que parece, ainda que falte apenas uma semana para o início das convenções que definirão os candidatos ao Governo do Estado, assim como todas as demais candidaturas que disputação a eleição deste ano, o cenário eleitoral catarinense permanece aparentemente aberto.

Por óbvio que isto está acontecendo pelo excesso de pretensões. Há pelos menos meia dúzia de políticos do alto escalão do poder público de nosso Estado que já se acha governador. Das pré-candidaturas postas, no entanto, há três que de fato tem reais chances de chegar ao comando do governo, e eles respondem, em ordem alfabética, pelos nomes de Esperidião Amin (PP), Gelson Merisio (PSD) e Mauro Mariani (MDB). Tudo o mais é alegoria, ou excesso de confiança. Isto porque, política e matemática sempre andaram de mãos dadas. Não existe milagres. Ou o cidadão tem densidade eleitoral através de seu partido ou da coligação que montou, ou está fora do jogo. Não há meio termo. Em Santa Catarina só há dois partidos capazes de chegar ao segundo turno por suas próprias forças: MDB e PP. Afora estes, só o PSD poderia postular esta condição por conta da coligação montada até agora por Gelson Merisio. O resto é ficção.

Diante desta realidade, até se justifica o fato de Merisio e Amin estarem em queda de braços, há meses, para saber quem apoiará quem, ou se cada qual irá arriscar sua sorte. Qualquer coisa, além disto, como, por exemplo, a pretensão do PSDB de eleger um governador, é utopia. Utopias, aliás, não têm faltado neste pleito eleitoral em Santa Catarina.

Notas

Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense, a Aciva, pretende defender a tese do voto regionalizado. A entidade entende que votar em candidatos de nossa região traz muito mais benefícios a sociedade do que votar em candidatos de fora. Pela média, nos últimos pleitos, mais da metade dos votos aqui do Extremo Sul para candidatos a deputado estadual foram dados a políticos de outras regiões. Boa parte deles não se elegeu, e muitos dos que se elegeram esqueceram o caminho da roça em que colheram seus frutos.

Pré-candidato a deputado estadual, o ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti (PSL), está empolgado. Cúpula de seu partido prevê que o PSL poderá eleger deputados com até 18 mil votos, por conta do bom número de candidatos próprios, como também pelo leque de alianças que vem fazendo com outras siglas de potencial intermediário. Na eleição passada, Cleiton Salvaro (PSB) se elegeu com 14.986 votos. Já César Valduga (PCdoB) se elegeu com 18.244. Em números atuais, seria como se Cleiton tivesse sido eleito com 15.783 votos, e Valduga com 19.218 votos. PSB e PCdoB participaram de coligações aos moldes da que vem sendo montada pelo PSL.

Anúncio do deputado federal João Rodrigues (PSD), de que deverá disputar à reeleição, prejudica diretamente as pretensões do deputado estadual Ricardo Guidi (PSD) de chegar â Câmara Federal. Preso até pouco tempo, e já praticamente fora do páreo neste ano, Rodrigues estava deixando aberto um enorme campo dentro do PSD do Sul do Estado para ser trabalhado por Guidi. Se conseguir convencer o TSE a liberar sua candidatura, apesar de sua condenação em segundo instância, o projeto de João Rodrigues pode ser capital para Ricardo Guidi.

Tribunal de Justiça de Santa Catarina considerou ilegal a tarifa de regularização de estacionamento aplicada pelas monitoras que trabalham no sistema rotativo do município. Na prática, os veículos que estacionam sem o cartão de estacionamento, ou que extrapolam o horário marcado no referido cartão, vem recebendo das monitoras uma espécie de multa pela infração, no valor de R$ 12,00. Prefeito em exercício de Araranguá, Primo Júnior (PR), disse que a municipalidade “está estudando medidas adequadas para sanar as irregularidades, sem prejudicar os araranguaenses, a fim de melhorar a prestação desse serviço público de forma transparente, responsável e legal”.

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