Rolando Christian Coelho
09/07/2018 09h14

Álvaro Dias pode ser o Collor do bem da eleição deste ano

Rolando Christian Coelho, 09/07/2018.

Álvaro Dias pode ser o Collor do bem da eleição deste ano

Cada vez mais envolto em dificuldades para compor uma coligação que lhe dê sustentação nacional, em seu projeto de chegar à Presidência da República, ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) não terá vida fácil diante da eleição deste ano. Até mesmo partidos que nunca negaram apoio ao PSDB, ou que já tiveram parceria estreita com a sigla, estão pulando fora quando o nome de Alckmin é citado. DEM, PP, PRB e Solidariedade, que já estavam de mala e cuia no projeto dos tucanos, estão reavaliando suas posições. PMDB, que se encaminhava para indicar o vice do PSDB, entrou em 2018 cheio de velhas novidades, capitaneadas por Henrique Meirelles.

Por óbvio que nada disto é de graça. Alckmin está vivendo um inferno astral por conta das denúncias que acometem seu partido, assim como as gestões tucanas em São Paulo, e em outros Estados, a exemplo de Minas Gerais.

No resumo da ópera, o PSDB e Geraldo Alckmin já não inspiram mais confiança ao chamado ‘sistema’, que, por óbvio, não quer o retorno do PT ao comando da Presidência, e tampouco um governo de Jair Bolsonaro (PSL).

As opções ao PSDB não são muitas, mas a melhor ainda atende pelo nome de Álvaro Dias (Podemos), figura que passou a vida falando o óbvio, em sintonia com a moral e os bons costumes. Se política fosse futebol, Álvaro Dias seria reserva de Alckmin. Ele não tem aquela bola toda, mas substitui à altura.

Não à toa o senador paranaense tem sido preservado. As apostas do ‘sistema’ tendem a ser mantidas no PSDB, afinal de contas, os 30% atribuídos a Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, mesmo com ele condenado, demonstram que moralidade não é algo que seja lavada muito em conta pelo eleitor brasileiro. O problema é que ninguém sabe o que ainda pode surgir de dentro da caixa de Pandora tucana. Enquanto isto, Álvaro Dias fica no aquecimento, podendo ser alçado a condição de salvador da Pátria em meio ao jogo com vistas à Outubro.

Notas

Prefeito em exercício de Araranguá, Primo Júnior (PR), não está perdendo tempo no exercício do ofício. Instigado a resolver o problema ligado ao excesso de buracos nas vias públicas urbanas do município, prometeu solução para a situação ainda hoje, caso o clima colabore. Inovador, tem se comunicado com a população pelas redes sociais e veículos de comunicação tradicionais. Está caindo no gosto do povo.

Anúncio de que o PSL dos 15 municípios do Extremo Sul Catarinense iria ter instituídas comissões provisórias no último sábado, durante evento do partido em Araranguá, acabou não se confirmando. Em princípios estão constituídas as comissões de Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Jacinto Machado, Meleiro, Passo de Torres, Santa Rosa do Sul, Sombrio e Turvo. No evento foi lançada a pré-candidatura do ex-vice-prefeito de Araranguá, Rodrigo Turatti, a deputado estadual. Previamente, também foi lançada a candidatura do vereador criciumense Daniel Freitas a deputado federal e do vereador tubaronense, Lucas Esmeraldino ao Senado.

De olho em 2020, presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Sombrio, Fabiano Pinho (PSDB), começa a manter contatos aqui e acolá para tentar aumentar sua base de sustentação política. Ciente de sua cota na política local, em princípio Fabiano pretende se dispor a concorrer como candidato a vice-prefeito. Uma aliança com o PP é a mais provável, mas o MDB, com quem seu partido fez parceria em 2016, não é descartado.

Desembargador Rogério Fraveto, que mandou soltar Lula da Silva da cadeia, ontem, foi filiado ao PT de 1991 a 2011. Dias Toffoli, do STF, foi advogado da CUT, assessor do PT e advogado de Lula. Também trabalhou com Zé Dirceu no Palácio do Planalto, sendo indicado por Lula para ser advogado-geral da União em 2007. Amigo da ex-primeira-dama Letícia Maria, o também ministro do STF Ricardo Lewandowiski não tem se custado a interpretar a lei por um outro prisma, quando o assunto é o PT. Agora, imagine quantas outras sacanagens foram feitas pelo judiciário ao longo da história do Brasil, mas que só agora percebemos pela exposição dos fatos.

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