Rolando Christian Coelho
26/06/2018 09h32

PSDB catarinense está em uma sinuca de bico este ano

Rolando Christian Coelho, 26/06/2018.

PSDB catarinense está em uma sinuca de bico este ano

Surpresa do pleito eleitoral de 2014, o PSDB de nosso Estado está em uma sinuca de bico diante da eleição de 2018. Basicamente, os tucanos têm três alternativas: concorrer com candidatura própria ao governo, o que inclui as candidaturas ao Senado; se aliar a dobradinha PP/PSD, ou se aliar ao MDB.

Bancar uma candidatura própria, com chapa pura, é um suicídio. Além de não eleger o governador, o PSDB também corre o sério risco de não segurar sua cadeira no Senado Federal. O partido não pode se basear pelo bom desempenho do pleito estadual passado, em que tinha como vice o PP. Tivesse concorrido sozinho, dificilmente conquistaria mais do que 10% dos votos dos catarinenses, o que deve acontecer neste ano, caso o destino seja a autonomia política.

Há também a possibilidade de aliança com PP e PSD. O problema é que esta dobradinha, aliada ao PSB, já tem mais candidatos na majoritária do que vagas a dispor. Pela lógica, Esperidião Amin (PP) deverá concorrer ao governo, com Gelson Merisio (PSD) concorrendo a vice. Raimundo Colombo (PSD) ocupará uma candidatura ao Senado e Paulinho Bornhausen (PSB) a outra. Vale lembrar que esta aliança tem ainda um rosário de outros partidos aliados, que também tentarão algo mais além das meras candidaturas proporcionais. Nunca é demais lembrar que apenas uma vaga majoritária não contenta o PSDB. É preciso acomodar nesta articulação tanto o senador Paulo Bauer quanto o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes.

Uma aliança com o MDB parece a mais fácil, pelo menos para eleger um senador. Apoiando a candidatura de Mauro Mariani (MDB) ao governo, o PSDB poderia indicar o candidato a vice e um ao Senado, contentando Bauer e Bernardes. O problema é que o candidato a presidência do partido, Geraldo Alckmin, não esconde sua preferência por Esperidião Amin.

Tudo estaria resolvido se algum grande partido apoiasse uma candidatura tucana ao governo, e ainda cedesse uma vaga ao Senado. Problema é convencer Amin, Merisio ou Mariani a ir para o banco de reservas.

Notas

Pavimentação asfáltica da Serra da Rocinha, entre Timbé do Sul e a divisa com o Rio Grande do Sul, está sob nova ameaça. Deverá ser votado hoje, no Congresso Nacional, um corte de R$ 146 milhões em obras do DNIT em nosso Estado. Em meio a este montante estão R$ 27 milhões já previstos para a pavimentação da Rocinha. Persistida a tese do governo, as obras teriam que ser paralisadas, para serem retomadas sabe-se lá quando.

Financiamento privado de campanhas acabou só no papel. Vez por outra algum empresário me pegunta qual candidato a deputado vale a pena apoiar. Questionamentos como: “Fulano me procurou, mas será que vale a pena apoiar ele? Será que se elege?”, são comuns de serem ouvidos. A bem da verdade, Ministério Público Eleitoral deveria agir em consonância com o Gaeco, comparando, ainda que visualmente, a estrutura de campanha dos candidatos com aquilo que é prestado como conta de campanha. Se o cidadão diz que vai gastar R$ 500 mil, mas faz campanha para R$ 1 milhão, é claro que tem algo de errado.

Posse do vice-prefeito de Araranguá, Primo Júnior (PR), no comando do executivo, ontem pela manhã, foi prestigiada por familiares, o que incluiu seu pai, o ex-prefeito Primo Menegalli (PR), que veio de Mato Grosso especialmente para o ato. Em princípio Primo Júnior comandará a Prefeitura Municipal por 30 dias no lugar do prefeito Mariano Mazzuco (PP), que solicitou licença médica. O período poderá ser estendido caso Mariano necessite realizar algum outro procedimento.

Pesquisa publicada ontem no Correio do Sul, sob encomenda da RIC/ADI à Lupy & Associados, dando conta de que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem 33,1% da intenção dos votos dos catarinenses, já da o tom da campanha eleitoral desde ano em nosso Estado. O conservadorismo estará em alta como nunca. Para se ter uma ideia, no que diz respeito à intensão de votos para o Senado da República, as possíveis candidaturas de Raimundo Colombo (PSD), Esperidião Amin (PP) e Luiz Carlos Prates (S/P), juntas, somam 80.3%. Ainda que cada pesquisado tenha votado duas vezes, é um percentual muito alto em um único segmento ideológico, identificado com a direita.

Os textos dos Blogs são opinativos e de responsabilidade dos autores. Não significa que a opinião expressada por eles seja a mesma do Grupo W3.

Recomendadas para você

Outras notícias