Rolando Christian Coelho
13/06/2018 08h48

Nossos políticos são ruins, mas a gestão pública é pior ainda

Rolando Christian Coelho, 13/06/2018

Nossos políticos são ruins, mas a gestão pública é pior ainda

Em que pese toda a esperança dos brasileiros no pleito eleitoral deste ano, que traz consigo a perspectiva de dias melhores para nosso país, a grande verdade é que, muito antes de mudarmos os políticos, o que precisamos mesmo é mudar o sistema administrativo de nosso poder público.

O Brasil é um país totalmente anacrônico no que diz respeito a sua gestão pública. É uma gestão provinciana, herdeira direta da monarquia, onde tudo se acomodava para que o sistema não ruísse.

Este tipo de sistema até funciona em republiquetas, mas nem de longe serve para uma nação continental como a nossa, aonde a gestão pública deveria ser verdadeiramente republicana.

Basta observarmos o absurdo que são as tais emendas parlamentares. O Governo Federal libera dinheiro para deputados e senadores, para que estes liberem para prefeitos, para que estes realizem obras e ações em seus municípios. Isto nada mais é do que o velho beija-mão da monarquia. Se formos observar de perto, veremos que não há um planejamento no país que priorize, de fato, a aplicação do recurso público. Tais recursos acabam sendo liberados meramente por troca de favores eleitorais, que são a raiz de toda a corrupção no poder público.

Por óbvio que, nem por isto, devemos escolher qualquer um para nos representar junto aos executivos e legislativos, até porque o que já é ruim pode piorar ainda mais. Todavia, não resta dúvidas de que enquanto o Brasil não mudar seu sistema de gestão pública, terá muita dificuldade em se encaixar nos trilhos. Talvez, até mesmo, nunca se encaixe.

Notas

Apoio do prefeito de Ermo, Zica Cadorin (PSD), a um candidato a deputado estadual de seu partido, só deverá ser definido depois que ele tiver uma conversa com o deputado federal João Rodrigues (PSD). Zica diz que deve muito do sucesso de seu governo aos recursos destinados a ele por Rodrigues e que, por conta disto, pretende consultá-lo. A batata quente nas mãos do parlamentar não é pequena. É que tanto Júlio Garcia, quanto Evandro Scaine, que devem disputar a Assembleia pelo PSD, são aliados de Rodrigues.

Câmara de Sombrio manteve veto do prefeito Zênio Cardoso (MDB) a Projeto de Lei, de autoria do vereador Peri Soares (PP), que obrigava o executivo a transmitir, ao vivo, via internet, a abertura dos processos licitatórios da municipalidade. O projeto havia sido aprovado pela Câmara, mas o executivo alegou inconstitucionalidade, pois o mesmo geraria despesas. Em princípio, o legislativo não pode gerar despesas para o executivo. Peri, que está licenciado, contesta esta versão, ressaltando que a própria assessoria de imprensa da prefeitura poderia realizar o trabalho.

Vereador sombriense Nego Gomes (MDB) da a entender que não levará adiante sua intenção de disputar a Assembleia Legislativa. Nego tem confidenciado a correligionários que seu partido deverá ter “uma legião de candidatos no Sul do Estado”, o que faria qualquer projeto novo nascer moribundo. Além das candidaturas de Manoel Mota, Luiz Fernando Vampiro e Ada de Luca, os emedebistas de nossa região ainda deverão trabalhar para nomes como Mário Marcondes e Volnei Webber.

Fonte ligada à cúpula do MDB estadual diz que governador Eduardo Moreira e o deputado federal Mauro Mariani estão longe de chegar a um consenso quanto a quem será o candidato do partido ao Governo do Estado este ano. De acordo com a fonte, “a realização de uma convenção para a escolha do candidato do MDB será inevitável”. Há de se ressaltar que neste embate Moreira leva vantagem, já que quem comanda a maioria dos votos dos convencionais são os prefeitos e os deputados do partido. Pelo andar da carruagem tudo se encaminha para que Eduardo Moreira dispute a reeleição.

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