Rolando Christian Coelho
16/05/2018 09h00

Pesquisa diz o que o povo quer, mas ninguém quer ver

Rolando Christian Coelho, 16/05/2018

Pesquisa diz o que o povo quer, mas ninguém quer ver

Pesquisa presidencial CNT/MDA, publicada nesta semana pela Folha de São Paulo, mostra claramente qual o perfil do eleitorado brasileiro. De um modo geral, a pesquisa estratifica o eleitor em três grupos, que se opõe, mas ao mesmo tempo de completam.

Um primeiro grupo é composto por aqueles que clamam por investimentos na área social, e estes em maioria são adeptos de uma nova candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT). Depois temos um grupo seriamente preocupado com a segurança pública e com a corrupção, e este é adepto da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). Por fim, um terceiro grupo é adepto de um novo programa de desenvolvimento para o Brasil, e, neste sentido, há um forte engajamento à candidatura de Marina Silva (Rede).

Em princípio, não parece ser difícil elaborar um plano de governo que contemple a grande maioria da população brasileira. O problema dos candidatos à Presidência é o excesso de pragmatismo. Desenvolver um programa social para tirar a marginalidade das ruas não parece ser uma boa ideia para Bolsonaro, na mesma medida que não é uma boa ideia para Lula reprimir de forma austera a crescente criminalidade. No fim da história, o problema é o mesmo, mas não há um ponto de equilíbrio no que diz respeito às opiniões sobre ele.

Lula e Bolsonaro, cada qual ao seu modo, pregam a ideia de uma política desenvolvimentista, baseada na industrialização. Marina Silva é avessa a este pensamento. Chega a falar em agricultura orgânica para lavouras de dez, quinze mil hectares! Novamente não há ponto de equilíbrio. Quando a casta política lá de cima entender que só é possível estabilizarmos o país através da convergência de interesses, ai pode ser que as coisas comecem a mudar. A fora isto, é ficar batendo cabeça e panela o resto da vida.

Começou a contar novo prazo para que empresas interessadas em administrar o Hospital Regional de Araranguá apresentem propostas a Secretaria de Estado da Saúde. Desde meados de dezembro o HRA vem sendo administrado pelo instituto Ideas, em caráter de emergência, depois que a SPDM foi destituída por força administrativa e judicial desta função. Até agora cinco organizações sociais demostraram interesse na licitação. Roga-se para que todo processo licitatório seja claro, translúcido, sadio e honesto.

A exemplo do MDB e do PSD, começa a crescer também o número de candidaturas a deputado estadual pelo PP no Sul do Estado. Além de José Milton Scheffer e Valmir Comim, candidatos naturais à reeleição, também estão muito bem encaminhadas as pré-candidaturas do presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Pepê Colaço, e do ex-prefeito de Forquilhinha, Nei Alexandre.

Presidente catarinense do PSDB, deputado estadual Marcos Vieira, não tem voltado atrás em suas afirmações. De forma sistemática tem dito que seu partido terá candidato ao governo e que ele atende pelo nome de Paulo Bauer. Enfatiza que os tucanos não apoiarão nenhum outro nome majoritário, seja este do MDB, PSD ou PP, e ponto final. Em princípio a posição do PSDB é boa para Eduardo Moreira (MDB) e seu projeto de reeleição. Com três candidaturas fortes, o segundo turno está garantido.

Pré-candidata pelo DEM à deputada estadual, Lisiane Tuon, participou de encontro do partido, timonado pelo deputado federal João Paulo Kleinubing (DEM), em Criciúma. Nascida em Jacinto Machado, ela reafirmou sua disposição em disputar a Assembleia Legislativa. O DEM, no entanto, tomou uma decisão arriscada. Seus candidatos a estadual irão concorrer com chapa pura.

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