Rolando Christian Coelho
11/05/2018 10h00

Bolsonaro, Alckmin e Ciro deverão ser os preferidos

Rolando Christian Coelho 11/05/2018

Bolsonaro, Alckmin e Ciro deverão ser os preferidos

As últimas jogadas no tabuleiro político nacional estão deixando as coisas bem mais claras no que diz respeito à disputa pelo Palácio do Planalto neste ano. A prisão do ex-presidente Lula da Silva (PT), a desistência da corrida sucessória de figuras como Luciano Hulk e Joaquim Barbosa (PSB), e a falta de pegada de nomes como o de Marina Silva e Henrique Meirelles (MDB), começam a acomodar as peças no tabuleiro.

De forma natural os partidos e simpatizantes de direita se acomodarão em torno da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). De todo modo, ainda que siglas de direita, como o PSC, não o acompanhe, os simpatizantes deste pensamento político o acompanharão. Do outro lado tudo está começando a dar certo para Ciro Gomes (PDT). Primeiro foi a prisão de Lula, depois a desistência de Joaquim Barbosa. Para completar o quadro, Marina Silva (Rede) não está dizendo a que veio novamente. Se o PT indicar o vice de Ciro ele praticamente carimba seu passaporte para o segundo turno da eleição presidencial.

Correndo pelo meio está Geraldo Alckmin (PSDB), que deverá ter o MDB como seu vice. Não terá o MDB por inteiro. Nas regiões Norte e Nordeste, em grande parte, a sigla deverá fechar com Ciro Gomes, caso o PT convirja para ele. De todo modo, Alckmin terá robustez para chegar ao segundo turno também, a exemplo de Jair Bolsonaro, cujo maior problema é não ter estrutura partidária. Em contra-partida, Bolsonaro tem muita capilaridade eleitoral. Ele é uma espécie de Lula da direita.

Por conta destes fatores, é muito provável que Bolsonaro, Alckmin e Ciro ocupem o pelotão de frente da disputa eleitoral deste ano, depois que a campanha começar efetivamente.

Notas

PSC de nossa região está com quatro comissões provisórias homologadas. Em Sombrio o partido está sob o comando de Jâneo Margutte, que também é o coordenador regional da sigla. Em Santa Rosa do Sul quem cuida dos destinos do partido é Dirceu Monteiro. Em Araranguá a tarefa cabe a Jair Ferraz Pereira e em Balneário Arroio do Silva a Elias de Oliveira.

Prefeitura Municipal de Sombrio não realizará o tradicional Arraial Fest neste ano, evento que ocorria desde 1993. Em princípio o Arraial era totalmente bancado pela prefeitura, que no ano passado terceirizou o evento. Neste ano foi aberto novo processo licitatório para a terceirização, mas nenhuma empresa de eventos se interessou. Empresários do setor alegam que sem um aporte de pelo menos R$ 200 mil por parte do executivo não há como arriscar na realização, pois a possibilidade de prejuízo é muito grande.

Prefeitos e ex-prefeitos da região, assim como seus vices, que tiveram as contas de suas gestões rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado começarão a ter seus bens pessoais indisponibilizados, até que o suporto prejuízo ao erário público seja ressarcido. Alguns já estão sofrendo esta sanção. Cada vez mais, quem perder o equilíbrio fiscal da prefeitura ficará com a cabeça na guilhotina.

Vereador sulsantarrosense Tiago Bittencourt (MDB) entra em contato para comentar coluna que escrevi esta semana, dando conta do perigo que é o MDB regional se fragmentar de vez, por conta da falta de um projeto único à Assembleia Legislativa. De acordo com Tiago, não faltou esforço das bases do partido para que um novo projeto sólido e consistente fosse lançado, mas a iniciativa não teve ressonância na cúpula da sigla. Conforme ele, o MDB de nossa região parece pertencer a um só dono, que joga um jogo de cartas marcadas.

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