Rolando Christian Coelho
20/04/2018 11h03

Brasil caminha às cegas para a eleição deste ano

Rolando Christian Coelho 20/04/2018

Brasil caminha às cegas para a eleição deste ano

Maioria dos pré-candidatos à Presidência da República com moral junto a população brasileira não estão filiados a grandes partidos. Aliás, os que estão nos grandes partidos, aptos a disputa deste ano, enfrentam percentuais muitos baixos. Em contrapartida, Jair Bolsonaro, com seu PSL, e Marina Silva, com sua Rede, abocanham juntos mais de 30% do eleitorado brasileiro. Se contabilizado a percentuais que vem sendo alcançados por Joaquim Barbosa (PSB), Alvaro Dias (Podemos) e Ciro Gomes (PDT), mais de 50% do eleitorado brasileiro tem sido cativo a nomes e propostas, e não mais partidos, como era comum até pouco tempo. PT, PMDB e PSDB, com candidaturas respectivamente de figuras como Fernando Haddad, Henrique Meirelles e Aécio Neves aparecem com percentuais próximos ao ridículo, se levado em conta a estrutura destas siglas.

Tudo isto, por óbvio, é reflexo da atual conjuntura política nacional, que jogou meio mundo político na lama, a grande maioria filiada aos tradicionais partidos do país.

Se por um lado isto é bom, porque trás nomes novos para o processo eleitoral, com reais chances de vitória, por outro põe em risco a estabilidade política e econômica do país, na medida em que o futuro da Nação é totalmente incerto. No atual quadro, Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa têm as mesmas chances de chegar ao comando do país. Observe que nenhum dos dois possui sustentação partidária, e, sobre eles, quase nada se sabe sobre suas reais intenções ligadas a setores como educação, saúde, transportes, política econômica, e outras minúcias da administração pública.

A bem da verdade, em 2018 estamos às cegas, como estivemos, por exemplo, em 1989, quando o Brasil elegeu Collor de Mello como salvador da pátria.

Notas

Ex-prefeito de Balneário Gaivota, Adroaldo Tiscoski, pode deixar o PP, partido do qual seu irmão, o ex-deputado Leodegar Tiscoski, já foi presidente estadual. São grandes os rumores de que Adroaldo poderia estar migrando para uma sigla de oposição, com o objetivo de retornar ao cenário político eleitoral em 2020. A composição de um novo partido no município também está em pauta.

Presidente da Câmara Municipal de Sombrio, Fabiano Pinho (PSDB), não tem pegado leve com a atual gestão do Hospital Dom Joaquim, que, de acordo com ele, tem deixado muito a desejar no atendimento a população. Assunto é tratado com cautela no executivo municipal, já que a resolução dos problemas envolvendo o Dom Joaquim sempre estiveram na pauta prioritária do prefeito Zênio Cardoso (PMDB).

Governador Eduardo Moreira (MDB) precisará de muita articulação para trazer o PSDB para junto de seu partido no pleito estadual deste ano. Ontem os tucanos lançaram oficialmente a pré-candidatura do senador Paulo Bauer ao Governo do Estado. Líderes como Marcos Vieira e Dalírio Beber endossaram a indicação. Com isto, cenário eleitoral fica totalmente aberto em Santa Catarina.

Cacique progressista, deputado federal Esperidião Amin diz não acreditar em bipolarização na eleição estadual deste ano. De acordo com ele, três frentes políticas de expressão disputarão o voto do eleitor palmo a palmo. Para ele, coligação entre PP e PSD já está consolidada. Uma segunda frente seria encabeçada pelo MDB. A terceira seria construída ao longo dos próximos três meses.

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