Rolando Christian Coelho
09/04/2018 09h59 - Atualizado em 09/04/2018 14h15

Moreira e Colombo terão que enfrentar 2018 sem dinheiro

Rolando Christian Coelho 09/04/2018

Moreira e Colombo terão que enfrentar 2018 sem dinheiro

Não será fácil a vida do recém empossado governador Eduardo Moreira (MDB) e de seu antecessor, Raimundo Colombo (PSD), ambos com sérias pretensões eleitorais neste ano. Moreira quer ir à reeleição e Colombo pretende se eleger senador da República, assegurando, no mínimo, oito anos de foro privilegiado, enquanto decorrem as investigações que o envolvem na Lava Jato.

Não obstante a isto, o fato é que tanto Moreira quanto Colombo terão que traçar suas pré-campanhas, e possivelmente campanhas, na sola do sapato. Santa Catarina tem dado um prejuízo de R$ 300 milhões todos os meses. Um passivo que em breve irá estourar se o governo não cortar gastos de forma severa, a começar pelo enxugamento da máquina administrativa e a aplicação de uma solução definitiva para a questão previdenciária estadual.

A esperança de Moreira e Colombo ainda estava presa ao Fundam 2, que afundou de vez. A expectativa de se conseguir R$ 1,5 bilhão no Governo Federal caiu pela metade já no ano passado, e nem mesmo os R$ 634 milhões prometidos por Henrique Meirelles para este ano devem sair. Não há tempo para as burocracias da operação e o cenário político nacional engessou a máquina federal. O governador e o ex terão que bater canela se quiserem convencer a população catarinense de que merecem os cargos pretendidos. Sorte deles é que o PT de Décio Lima está aniquilado e o PSDB de Paulo Bauer não tem capilaridade no Estado. Não à toa Esperidião Amin (PP) está atendo. Ele só precisa de um aliado forte, mais nada.

Notas

Vereadores de Sombrio se reunião amanhã com o prefeito Zênio Cardoso (MDB), para discutir a possibilidade de que seja revisto o reajuste de 1,8% dado aos servidores municipais. O percentual, por óbvio, não agradou ao funcionalismo, que queria, ao menos, equiparação ao que foi dado ao magistério, na casa de 6%. Tentativa será a de chegar o mais próximo disto. Inviabilidade econômica, no entanto, é explícita.

Em que pese o esforço dos vereadores de Sombrio, no que diz respeito à tentativa de se dar um aumento superior a 1,8% ao funcionalismo, e a justa reivindicação dos trabalhadores da municipalidade, o fato é que o executivo municipal dá prejuízo todos os meses. Solução seria rever os gastos na saúde, enxugar a máquina pública utilizando funcionários concursados no lugar dos comissionados e reajustar a tributação municipal. Problema é aguentar o berreiro de ações como esta.

De namoro com o PSD de Raimundo Colombo, governador Eduardo Moreira (MDB) também está apostando fichas de alto calão no PSDB. O sonho de Moreira é concorrer ao governo, tendo como aliados pessedistas e tucanos. Problema é fechar as contas. A majoritária conta com mais três vagas, para contentar Colombo, Gelson Merisio (PSD), Paulo Bauer (PSDB), Napoleão Bernardes (PSDB), Leonel Pavan (PSDB), etc, etc, etc.

E na dança das cadeiras, ligada a janela de mudança partidária encerrada sábado, Santa Catarina acabou sendo um dos Estados com menor índice de migração de deputados federais de uma sigla para outra. Apenas João Paulo Kleinubing optou pela mudança, trocando o PSD pelo DEM. No Rio de Janeiro, por exemplo, 14 deputados federais trocaram de partido, o que inclui Jair Bolsonaro, que saiu do PSC e foi para o PSL. No Congresso, MDB foi quem mais perdeu parlamentares. PSL quem mais ganhou.

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