Rolando Christian Coelho
28/02/2018 11h00

Ano eleitoral em SC está totalmente conturbado

Rolando Christian Coelho, 28/02/2018

Ano eleitoral em SC está totalmente conturbado

Nunca na história de nosso Estado um ano eleitoral se mostrou tão conturbado como o que estamos vivenciando. Diante dos fatos, o cenário político eleitoral catarinense conseguiu criar um quadro que ninguém sabe, ao certo, no que vai dar. Até um tempo atrás, ao menos os partidos sabiam quem seria seu candidato a governador. Pelo menos tinham ideia de quem ele seria. Hoje isto não existe mais.

Do mesmo modo, os partidos também tinham uma noção bem aproximada quanto a quem estariam coligados. Hoje isto também não existe. Sendo assim, na prática, nem os partidos sabem quem será seu candidato a governador, nem com quem estarão aliados.

A afirmativa pode parecer exagero, mas é a mais pura realidade. No MDB, por exemplo, o candidato a governador poderá ser Eduardo Moreira, Mauro Mariani ou Udo Döhler, sem falar nas pretensões de Dário Berger. Ainda que se definisse hoje quem seria o candidato, faltaria saber com quem o MDB estaria coligado.

Principal adversário do MDB, o PP também está à deriva. Uma hora diz que irá lançar o candidato a vice do PSD. Ato seguinte dá vazão para que Esperidião Amin (PP) lance sua pré-candidatura ao governo.

Mas não só o PP vive de divisão interna explícita na política catarinense. O próprio PSD toma café da manhã com o PP, almoça com o MDB e janta com o PSDB. Mesmo PSDB que, nitidamente, também parece não ter a mínima ideia do que fará diante da eleição estadual deste ano. Conversa com todos e não decide com ninguém.

Notas

Ex-senador Geraldo Althoff, um dos caciques do PSD em nível estadual, participará de reunião hoje, em Araranguá, com alguns caciques do PP. O pessedista quer estreitar relações com os progressistas da região, vislumbrando uma possível coligação entre os dois partidos na disputa estadual deste ano. O estranho da história é que Althoff é ligado diretamente ao governador Raimundo Colombo (PSD), que está se entregando ao MDB.

Questionado sobre sua intenção de concorrer à Prefeitura de Araranguá, em 2020, presidente do legislativo da Cidade das Avenidas, Daniel Viriato Afonso (PP), disse que sua intenção é a de ajudar o prefeito Mariano Mazzuco Neto (PP) a se reeleger. “Se ele não tiver a pretensão de concorrer mais, a bola passa para o PP decidir quem será o candidato. Em princípio não nos falta nomes qualificados”, tangencia Daniel.

Com posições muitas vezes mais duras que a própria oposição, vereador Edson Martins da Rosa, o Som da Garuva (MDB), foi substituito pelo vereador Nego Gomes (MDB) na liderança do governo na Câmara Municipal. O parlamentar ficou nitidamente contrariado com a decisão do prefeito Zênio Cardoso (MDB) de passar a bola para Nego. Disse que só fala a verdade. Sendo assim, de fato, não estava no lugar certo.

Prefeito de Araranguá, Mariano Mazzuco Neto (PP), diz que já pagou cerca de R$ 5 milhões em precatórios, desde janeiro de 2017, e que faltam mais de R$ 35 milhões para serem pagos. “A dívida é impagável em um só mandato. Se houver bloqueio das contas para a quitação, as atividades da prefeitura param completamente”, ressalta o chefe do executivo, ressaltando que seriam necessários dez ou quinze anos para tudo ser pago.

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