Rolando Christian Coelho
19/02/2018 11h00

Moreira está com a faca e o queijo nas mãos em 2018

Rolando Christian Coelho 19/02/18

Moreira está com a faca e o queijo nas mãos em 2018

Desde 1994 Eduardo Pinho Moreira (MDB) tenta emplacar como candidato a governador em Santa Catarina. Naquele ano rivalizou com Paulo Afonso Vieira, que acabou levando a melhor dentro do partido, em grande parte por ter disputado quatro anos antes, mesmo sem chances de vitória. Em 98, diante do desgaste de Paulo Afonso, frente ao escândalo dos precatórios, Moreira tentou novamente, mas não obteve êxito em seu projeto, mesmo com o apoio de Luiz Henrique da Silveira.

Em 2002 foi o próprio Luiz Henrique que emplacou, ano em que Moreira se elegeu vice-governador pela primeira vez. Em 2006 Luiz Henrique foi a reeleição, fazendo dobradinha com Leonel Pavan (PSDB), e Eduardo Moreira teve que ficar no banco, se preparando para 2010. Insistente, ele chegou a ganhar de Dário Berger a convenção do PMDB que escolheu o candidato a governador do partido. O problema é que Luiz Henrique já havia fechado acordo com Raimundo Colombo (PSD) e Moreira teve que se conformar em concorrer novamente como vice, dobradinha que foi reeditada em 2014.

O fato é que agora Eduardo Moreira não tem ninguém a sua frente. O prematuro falecimento de Luiz Henrique e o sepultamento moral de Paulo Afonso desobstruíram os caminhos de Moreira. Paralelo a isto, na velha guarda do MDB, Dário Berger não é bem visto, e na nova guarda, Mariani tem sérias restrições, por ter se voltado contra Luiz Henrique tanto em 2010 quanto em 2014, quando ele manifestou apoio a Colombo. Por conta disto, o PSD também tem sérias restrições a seu nome.

Na prática, caso Moreira consiga o apoio explicito do prefeito de Joinville, Udo Döhler (MDB), ele tem tudo para ser candidato a governador, com alguém do PSD concorrendo a vice, e Colombo e um emedebista, ou tucano, ao Senado.

Notas

Lisiane Tuon, ex-gerente de Saúde da Amrec, nascida em Jacinto Machado, e esposa do advogado sombriense Evandro Bittencourt, está sendo cotada para ser candidata a deputada estadual pelo DEM. O casal, que reside em Criciúma, mantém franco transito no circuito político da região carbonífera.

A candidatura de Lisiane Tuon emergiria através de uma dobradinha com João Paulo Kleinubing à federal. Ele é do PSD mas está com os dois pés no DEM. A ligação de ambos vem da área da saúde. Quando João Paulo era Secretário de Estado desta pasta, Lisiane comandava o setor na Amrec e ainda ajudava a Amesc.

Advogado sombriense Mauri Nascimento tem tido seu nome ventilado para o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Ele é irmão do deputado estadual Mário Marcondes Nascimento (MDB), que é cotado para assumir a Secretaria de Estado do Turismo no governo de Eduardo Moreira (MDB).

Intervenção militar no Rio de Janeiro é péssimo para Santa Catarina. Tendência natural é que os caciques do crime organizado, e seus asseclas mais próximos, migrem para outros Estados, em especial os mais ricos. Não bastasse os nossos vagabundos vamos ter que aguentar a corja carioca também.

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