Rolando Christian Coelho
24/11/2017 15h45

Amin e Bauer lideram em SC

Rolando Christian Coelho, 24/11/2017

“Os políticos são muito contraditórios. Eles trabalham com o argumento de que querem fazer o bem, mas, ao mesmo tempo, tentam destruir uns aos outros constantemente. Isto é algo que a razão não explica”.

Diana Frances Spencer (1961/1997) – Princesa de Gales

Amin e Bauer lideram em SC

Pesquisa realizada pelo Instituto Mapa, e publicada hoje pelo Correio do Sul, mostra que o jogo eleitoral em nosso Estado ainda está totalmente aberto, no que diz respeito à disputa pelo governo. Nos dois cenários realizados pela Mapa, quem acaba se ressaltando diante da opinião pública não são aqueles pré-candidatos que vêm sendo bancados pelo maior partido de Santa Catarina, o PMDB, nem tampouco pelo governador Raimundo Colombo (PSD). Os nomes mais lembrados pelos catarinenses para comandar o Estado são o do ex-governador, e atual deputado federal, Esperidião Amin (PP), e do senador Paulo Bauer (PSDB). Mauro Mariani (PMDB) e Gelson Merísio (PSD), os candidatos “oficiais” do pleito de 2018, estão muito, mas muito atrás do progressista e do tucano.

Em um cenário em que são colocados Bauer, Mauro Mariani, Décio Lima (PT) e Gelson Merísio na disputa pelo governo, o tucano tem um percentual de 29%, que é praticamente a soma do percentual de todos os demais candidatos. Mariani aparece com apenas 11,6%, incrivelmente encostado no petista Décio Lima, que tem o mesmo percentual. Mais atrás, Gelson Merísio, o candidato de Colombo, amarga 8% da preferência. Os que votariam em branco, anulariam o voto, ou não votariam em nenhum deles somam 25,9%. Já os que não sabem em quem votar, ou que não responderam, somam 13,9%.

Em um segundo cenário, onde o nome de Merísio é subsitituido pelo de Esperidião Amin, o progressista dispara, emplacando 29,5% da preferência do eleitorado. Paulo Bauer cai para 21,3% e Mauro Mariani para 9,7%. Já Décio Lima cai para 9,2%. Os que votariam em branco, anulariam o voto, ou não votariam em nenhum deles somam 20,2%. Já os que não sabem em quem votar, ou que não responderam, somam 10%.

Não precisa nem dizer que diante de números como estes, nem Amin, nem Paulo Bauer irão se entregar facilmente. Dentro do PP o clima é francamente favorável a uma coligação com o PSD de Gelson Merísio. O problema é que a base progressista dificilmente irá desprezar o potencial de seu principal líder político por conta de acertos feitos pela cúpula da sigla em Florianópolis. O ‘operariado’ do PP vai sim exigir a candidatura de Amin, e ele não vai perder a oportunidade de se impor mais uma vez.

Já no PSDB o percentual de Paulo Bauer é um balde de água fria naqueles tucanos que estavam querem uma aproximação com o PP, ou com o PMDB. Mesmo com um partido dividido em três correntes, o senador demonstra que tem força junto a sociedade catarinense, sobra do prestígio angariado em 2014, quando disputou o governo.

A pesquisa Mapa foi realizada entre os dias 15 e 20 de novembro, tendo entrevistado 1008 eleitores acima de 16 anos, em 40 municípios do Estado. A margem de erro do levantamento é de 3,1%, com intervalo de confiança de 95%. Você acompanha outros detalhes da pesquisa, que foi contratada pela RIC/SC e ADI/SC, na página 7 desta edição.

Bolsonaro lidera

Pesquisa do Instituto Mapa, publicada na página 7 do Correio do Sul de hoje, também auferiu o percentual dos pré-candidatos à Presidência da República em Santa Catarina. Em um primeiro cenário Jair Bolsonaro (PSC) lidera com 29,1% das intenções, sendo seguido por Lula da Silva (PT), com 20,4% e Geraldo Alckmin (PSDB), com 8%. Na quarta colocação aparece Marina Silva (Rede), com 7,3%, seguida de Álvaro Dias (Podemos), com 7%. Os que votariam em branco, anulariam o voto, ou não votariam em nenhum deles somam 24,1%. Já os que não sabem em qual votariam, ou que não responderam, somam 4%. Em um segundo cenário, onde Lula é substituído por Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro sobe para 30,3% da intenções, sendo seguido de Marina Silva, com 11,5%. Já Geraldo Alckmin aparece com 10%, Ciro Gomes com 8,2% e Alvaro dias com 7,7%. Os que votariam em branco, anulariam o voto, ou não votariam em nenhum deles somam 27,1%. Já os que não sabem em qual votariam, ou  não responderam, somam 5,2%.

Rejeição grande

A mesma pesquisa Mapa mostra que Lula da Silva está longe de gozar da simpatia que já teve em nosso Estado. Nada menos do que 61,2% dos entrevistados disseram que não votariam nele de forma alguma. Já Marina Silva tem a rejeição de 33,8% dos eleitores catarinense, e é seguida por Jair Bolsonaro, com 26,2%. Geraldo Alckmin aparece com 25,7% de rejeição, Ciro Gomes com 22,9% e Alvaro Dias com 15,6%. Os que se demonstraram indiferentes a este tema, votando em branco, anulando a reposta ou não respondendo, somaram 2,8%. Nitidamente, Bolsonaro vem fazendo a cabeça dos eleitores catarinenses, ao mesmo tempo em que os candidatos de esquerda e centro esquerda enfrentam autos índices de impopularidade. Pelo visto, em 2018, quem quiser se dar bem na política de nosso Estado vai ter que adotar um discurso de centro direita bem claro. Quem convergir para o sentido contrário, e isto inclui qualquer candidato, terá muitas dificuldades de angariar a empatia do eleitor de nosso Estado.

Audiência hoje

Acontece hoje, a partir das 17h, na Escola Darcy Ribeiro, em Balneário Gaivota, audiência pública que objetiva discutir projeto de concessão, para a iniciativa privada, do sistema de capitação e distribuição de água, assim como o de coleta e tratamento de esgoto do município. De acordo com o executivo, a empresa vencedora do processo licitatório precisa se comprometer a investir R$ 13,8 milhões em saneamento básico nos próximos cinco anos, e outros R$ 144,1 milhões nos trinta anos seguintes. Em princípio o clima é favorável para a aprovação do projeto na Câmara de Vereadores, ainda que pese a ferrenha oposição da vereadora Cida Scheffer (PP). Depois da audiência de hoje haverá um panorama bem mais claro quanto a aceitação popular desta iniciativa, o que será primordial para saber se o projeto será levado adiante ou não. Em princípio o prefeito Ronaldo Pereira da Silva (PP) se mostra bastante otimista quanto ao apoio popular a sua iniciativa. “Vamos progredir 30 anos em cinco”, comenta.

Tem jeito

Presidente da Câmara Municipal de Araranguá, Daniel Viriato Afonso (PP), diz que fechará o ano sem que tenha sido utilizado uma diária sequer, por parte dos vereadores do município, ao longo de 2017. A demissão de cargos comissionados no início do ano, aliado ao corte de gratificações funcionais, e as restrições de despesas cotidianas, também contribuíram de forma significativa para que o legislativo araranguaense possa chegar a dezembro com uma economia aproximada de R$ 1 milhão neste ano legislativo. De acordo com ele, a compreensão e colaboração de todos vereadores foi o que possibilitou este enxugamento financeiro, que tem culminado com a destinação dos recursos excedentes a setores como os da saúde, segurança pública e bem estar social. “Nem por isto a Câmara deixou de cumprir seu papel de órgão fiscalizador e representante do povo”, comentou o presidente. Bem que o exemplo de Araranguá poderia ser seguido por outros legislativos de nossa região.

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