Rolando Christian Coelho
15/09/2017 12h11 - Atualizado em 15/09/2017 12h14

Bandidagem começou a tomar conta da região

Rolando Christian Coelho - Coluna 15/09/2017.

“Todos nós temos sonhos e projetos. Todos nós temos vontade de realizar algo grandioso, ou, no mínimo, algo que de fato nos faça feliz. Apenas uma coisa separa nossos desejos da futura realidade: a coragem de empreender”.

 Vince Thomas Lombardi (1913/1970) – Desportista multi-campeão americano

Bandidagem começou a tomar conta da região

Populações de Sombrio, Balneário Gaivota e Santa Rosa do Sul estão assustadas com a quantidade de ocorrências policiais registradas nos últimos dias. De repente, como que surgisse do nada, uma série de furtos e roubos começaram a acontecer nestes municípios. Em princípio, se especulou até mesmo que se tratava de uma ação orquestrada por um grupo de marginais. O modus operandi das ações, e a diversidade delas, no entanto, dão a entender que na maioria dos casos se tratam de ações isoladas. Há, no entanto, aquelas ações criminosas recorrentes que são praticadas pela mesma pessoa. Em Sombrio, por exemplo, há um marginal que, de bicicleta, tem assaltado transeuntes sob a ameaça de uma faca.

A periculosidade, no entanto, está tomando proporções comuns as dos grandes centros, como duas recentes tentativas de assalto a mão armada em Sombrio. Furtos em Gaivota e Santa Rosa do Sul também parecem ter virado moda.

Fonte ligada a Polícia Militar da conta de que a diminuição do efetivo da corporação pode ser um dos fatores que tem estimulado as ações criminosas. “A vagabundagem não está mais vendo policiais na rua, então tem se encorajado a agir. Quando havia um policiamento mais ostensivo não tínhamos tantos casos como os que estamos tendo agora”, revela a fonte. Atualmente, apenas dois policiais fazem plantão ostensivo em Sombrio e outros dois em Gaivota.

Nitidamente se trata de um problema político, até porque, cabe aos políticos de Florianópolis destacar policiais para atuar nos municípios que mais sofrem com questões ligadas a segurança pública. Há cerca de três anos, os municípios agora penalizados pelos criminosos receberam um robusto efetivo. O problema é que estes policiais, aos poucos, acabaram sendo remanejados, com a situação voltando ao patamar anterior ao do incremento na corporação.

Diante da gritante deficiência no quadro de pessoal, parece não haver outra coisa a fazer a não ser rogar para que parlamentares como os deputados estaduais José Milton Scheffer (PP) e Manoel Mota (PMDB), que representam nossa região na Assembleia Legislativa, nutram esforços junto a Secretaria de Estado de Segurança, para esta tome uma atitude em relação à lastimável realidade hoje enfrentada por Sombrio, Gaivota e Santa Rosa.

Nitidamente, as autoridades policiais locais não estão querendo alardear a gravidade da situação, na tentativa de evitar com isto a disseminação do pânico junto à população. O fato, no entanto, é que os meios de comunicação atuais possuem ferramentas instantâneas, e não há nada mais o que se possa esconder da população, até porque, ela própria se comunicada. Sendo assim, o melhor a se fazer é enfrentar o problema de frente, já que hoje, infelizmente, há bem mais bandidos armados do que policiais nos municípios supracitados.

Pela tangente

Presidente da Câmara Municipal de Araranguá, Daniel Viriato Afonso (PP), diz que não está na condição de pré-candidato a prefeito com vistas à 2020. De acordo com ele, em princípio, o candidato natural do PP é o prefeito Mariano Mazzuco Neto, “que se tiver vontade, e se a legislação permitir, poderá concorrer a reeleição”. Conforme Daniel, as discussões envolvendo qualquer outro nome do PP só devem ser feitas após dirimida a situação que envolve Mariano. “Caso o prefeito não queira disputar em 2020, ou não possa, por imposição de uma legislação futura, ai caberá ao PP abrir uma discussão interna para a escolha de seu nome. Por enquanto, acho que o jogo deve ficar zerado”, enfatiza o presidente do legislativo, saindo pela tangente, quanto questionado sobre sua intenção em relação a disputa.

Sem entender

Onda de moralidade que reinou no país durante pleito eleitoral do ano passado acabou fazendo com que fossem eleitos milhares de novos nomes para os legislativos municipais. A tal renovação também foi sentida em nossa região, com a eleição de vários vereadores que até então não haviam chego às Câmaras Municipais. Mas, como tudo o que é bom, há também o lado ruim. Neste momento, por exemplo, está sendo discutido em vários legislativos municipais, aqui do Extremo Sul, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a famosa LDO. O problema é que a grande maioria dos novatos não entende o que é uma LDO. Imaginam que se trate do orçamento do município, e, por conta disto, já pontuam uma série de emendas e cortes orçamentários, que simplesmente não possuem sentido, já que isto deve ser feito mais adiante, em uma outra discussão. Basicamente, as Diretrizes Orçamentárias são as intenções de uma gestão municipal. Meramente isto. Depois é preciso que se aprove o Orçamento do município, que é o que de fato irá prevalecer quando os assuntos são os investimentos e os valores destes. No fim, o processo está sendo atrapalhado pela inexperiência.

Menos mal

Condenado a 20 anos de prisão, pela prática de atos libidinosos, mediante ameaça contra menor de 14 anos, professor Claudiovani Coelho Bittencourt, que recorre em liberdade, pediu desligamento do quadro funcional do Departamento de Esportes da Prefeitura Municipal de Sombrio, onde exercia suas atividades profissionais. A solicitação do condenado foi recebida com alívio pela administração municipal, que evitou, com isto, o desgaste de ter que promover a dispensa do professor. Desde que a sentença foi proferida, há poucos dias, pais e professores já vinham se mobilizando no sentido de solicitar a saída de Claudiovani do quadro funcional do Departamento de Esportes. A prefeitura, no entanto, não poderia fazer isto de forma sumária, sem, no mínimo, um processo administrativo.

Quase fechada

Apesar de todas as solicitações, diretor Administrativo e Financeiro da JBS Alimentos, Ivo Dreher, disse que as atividades da unidade da empresa, em Morro Grande, serão de fato encerradas no dia 31 de outubro. Em reunião realizada em Forquilhinha, da qual participaram o prefeito daquele município, Dimas Kammer (PP), de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), de Siderópolis, Hélio Cesa (PMDB), de Cocal do Sul, Ademir Magagnin (PP), e o de Morro Grande, Valdo Rocha (PSD), o diretor da empresa ressaltou que a cadeia produtiva da unidade já está sendo desmontada. Em outras palavras, os frangos que precisariam começar a ser criados a partir de agora para serem abatidos daqui a 40 dias, já não estão sendo mais. Sendo assim, a única solução para que a unidade de Morro Grande não feche, é sua venda sumária para outra empresa. Todavia, é quase impossível que isto aconteça já nos próximos dias, evitando o interrompimento da cadeia de produção. A Aurora Alimentos, de Chapecó, é uma das interessadas em comprar a JBS de Morro Grande, mas quer avaliar o negócio com bem mais tempo.

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