Saulo Pithan

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Saulo Pithan é jornalista, editor-chefe do Grupo W3, tem especialização internacional em comunicação integrada, já atuou em diversas assessorias de imprensa e também como diretor de comunicação em empresas privadas.

Saulo Pithan
12/04/2017 12h45

Academia da Saúde permanece abandonada

Inaugurada em 2015, Academia da Saúde tornou-se uma obra inútil à população e continua de portas fechadas desde o início do ano. Prefeitura não tem previsão de data para iniciar atividades

Academia da Saúde permanece abandonada

Há mais de um ano, uma dúvida paira na cabeça de cada um dos moradores do Bairro Jardim das Avenidas em Araranguá. Qual é a verdadeira utilidade da “Academia da Saúde”, uma obra imponente construída em 2015 e que até agora ainda não atendeu oficialmente a população. Segundo denunciam os próprios moradores, a estrutura que custou quase R$ 240 mil permanece fechada, sem qualquer tipo de movimentação desde o início deste ano. São mais de quatro meses com as portas lacradas e um prédio próprio abandonado.

Inaugurada com estrondo pela prefeitura de Araranguá em setembro de 2015, a Academia de Saúde do bairro Jardim das Avenidas segue desde então praticamente sem uso e recebe agora um novo nome: elefante branco. O apelido dado pelos moradores locais, serve para criticar o mau uso do dinheiro público, já que desde que foi inaugurado, o empreendimento praticamente não teve utilidade. A área construída da Academia de Saúde é de 105 m² e o valor da obra totaliza R$ 237.549,18, sendo R$ 180 mil de recursos provenientes do Ministério da Saúde e o restante, R$ 57.549,18, contrapartida do município.

INDIGNAÇÃO

Os moradores cobram uma solução e denunciam o descaso da prefeitura. Nossa reportagem esteve por lá e traz na edição impressa desta sexta-feira, uma matéria exclusiva sobre o assunto que preocupa principalmente quem reside próximo, já que até mesmo a conservação e limpeza do espaço público está sendo feita pelos moradores locais. Os vizinhos da obra dizem que durante todo o ano passado, apenas um pequeno grupo de idoso utilizava o espaço uma única vez na semana. Os míseros aparelhos da academia ao ar livre (ao todo apenas seis), são poucos usados pela população, pois são de difícil prática e já começam a ser corroídos pela ação do tempo e a falta de manutenção. O próprio prédio que permanece fechado apresenta problemas na pintura.

Os moradores questionam todo o dinheiro gasto nas estruturas e o que ainda será investido para manter tudo isso que segundo eles, não serve para nada. É dinheiro gasto duas vezes: uma para construir a obra, outra para recuperar o que foi abandonado. Isso quando a obra não vira um abrigo para assaltantes ou marginais.

JOGO DE EMPURRA

A história que acabamos de ler nos remete à um outro recente episódio nacional. As obras inacabadas da Copa que renderam prejuízos bilionários ao Brasil. Assim como a Academia que não serve para nada em Araranguá, outras obras como pontes que ligam o nada a lugar nenhum, são mais do que comuns por todo o país. Obras mal planejadas, mal executadas ou mesmo completamente desnecessárias dominam a paisagem tanto das grandes capitais, quanto do interior. Mas quem paga esse prejuízo? É a população que acaba sempre ficando com a conta.

Mas muito além do prejuízo, os moradores encontram uma espécie de “jogo de empurra” ao questionar sobre o feito. O atual governo joga a culpa na antiga administração que construiu e não soube dar uma utilidade ao projeto. Segundo a secretaria de Saúde, o dinheiro é curto e apenas os serviços de atenção básica estão sendo priorizados, como consultas, exames e remédios nas unidades de saúde. Enquanto isso a população fica com a conta de R$ 240 mil e segue pagando aluguel para alocar serviços da própria Saúde, como a Clínica de Fisioterapia que funciona em espaço alugado dando prejuízo aos cofres públicos. É como querer morar de aluguel podendo desfrutar de uma casa própria novinha. A reportagem completa sobre o assunto, eu trago na edição de sexta- feira do Jornal W3.

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