Saulo Pithan

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Saulo Pithan é jornalista, editor-chefe do Grupo W3, tem especialização internacional em comunicação integrada, já atuou em diversas assessorias de imprensa e também como diretor de comunicação em empresas privadas.

Saulo Pithan
03/04/2017 21h39

Araranguá, terra de solo fértil para plantar sonhos

Um convite à reflexão sobre o nosso futuro sustentável

Araranguá, terra de solo fértil para plantar sonhos

Aos 137 anos de história, Araranguá preserva em sua memória, um passado de lutas, batalhas e muitas glórias. Conquistas de um povo bravio, corajoso que não foge ao trabalho e mantém a fé e a esperança de um futuro ainda mais promissor.

Araranguá é uma cidade cosmopolita, ninho acolhedor de tantos homens e mulheres, que aqui fixaram não apenas morada, mas apostaram no solo fértil desta terra, para galgar novas oportunidades.

Hoje, no dia em que o município completa mais um aniversário, é salutar uma importante reflexão sobre o que esperamos do futuro deste pedacinho de paraíso, que é o lugar que tanto amamos. Será que estamos rumando para o destino que queremos? Como será Araranguá no futuro, daqui a alguns anos? Você já imaginou qual cidade deixaremos para as futuras gerações? Será que Araranguá se projeta a um futuro “sustentável”?

Basicamente, uma cidade sustentável é aquela que opta por uma forma de desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a habilidade das futuras gerações de satisfazer suas necessidades. Tem como objetivo a melhora nas condições de vida individuais ao mesmo tempo em que colabora para a preservação do meio ambiente a curto, médio e longo prazos. Há um tripé bem definido para esse conceito: desenvolvimento economicamente eficiente, socialmente justo e ambientalmente sustentável.

Se analisarmos por essa lógica estamos bem distantes do conceito de cidade sustentável não é mesmo? Mas antes que você já vá pensando que essa é mais uma conversa de um ativista de alguma ong sócio ambientalista, quero te convidar para avaliar um dado bastante importante. E olha que muita gente torce o nariz quando é convidado a pensar sobre o futuro, mesmo que ele esteja logo ali, batendo em sua porta. O índice de urbanização brasileira foi o maior em toda a América Latina, entre 1970 e 2010. Hoje 86,53% da população brasileira é urbana! Aqui em Araranguá esta realidade não é diferente. Muita gente deixa os campos em busca de um lugar ao sol na cidade.

O Brasil, nas últimas décadas, apresentou alta taxa de crescimento populacional e sofreu processo de urbanização acelerada. A quantidade de cidades criadas se multiplicou e já chegou ao universo de mais de cinco mil e 500 prefeituras em todo o País, sendo a maior parte delas criadas nos últimos 30 anos.

Neste cenário, cada vez mais aumenta a consciência de que não é possível à humanidade permanecer com o atual modelo de desenvolvimento. Temos de criar uma transição para um desenvolvimento sustentável, que integre as dimensões social, ambiental e ética, baseado em uma economia que seja includente, verde e responsável.

Mas em Araranguá, estamos pensando sustentavelmente? Que importância estamos dando ao nosso principal cartão-postal, o Morro dos Conventos, que continua ameaçado com lixo e sujeira por todo lado? Qual o destino estamos dando ao nosso lixo, onde a coleta seletiva ainda é apenas mero sonho de um pequeno grupo de pessoas preocupadas com o meio ambiente. Qual o destino dos nossos animais que sucumbem na rua vítimas de violência e maus tratos de seus próprios donos?

Que esperanças estamos dando aos nossos agricultores, que geram riqueza no campo e que o invés de gratidão, recebem do governo uma proposta de emenda, que vai lhe tirar direitos já conquistados. Qual o futuro do nosso cada vez mais poluído rio Araranguá? O que faremos em um passado tão próximo, já que a tão sonhada fixação da Barra do Rio Araranguá desaguou junto com as inúmeras promessas e discursos políticos, nunca mais entoados em tom encorajador como no passado? Será que já esquecemos quanto esforço e dinheiro foram gastos com o projeto que nunca saiu do papel? Será que esquecemos que não há mais peixe em nosso rico litoral por conta de tanto descaso de nossas autoridades?

É tão bom batermos palmas para tudo que já conquistamos, mas é ao mesmo tempo salutar analisarmos aquilo que ainda temos a conquistar, pois é deste esforço que depende nosso crescimento. Que possamos celebrar tudo que já foi conquistado sem esquecer o quanto ainda precisamos trabalhar para crescer ainda mais. Mas uma coisa é certa. Araranguá é terra de gente honesta, séria e trabalhadora que não poupa esforços para fazer a cidade trilhar nos rumos do progresso. E que este seja de fato o nosso futuro, de muitas glórias e desenvolvimento! Parabéns Araranguá!

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