Saulo Pithan

Ribalta
Saulo Pithan
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Saulo Pithan é jornalista, editor-chefe do Grupo W3, tem especialização internacional em comunicação integrada, já atuou em diversas assessorias de imprensa e também como diretor de comunicação em empresas privadas.

Saulo Pithan
27/06/2016 13h10 - Atualizado em 27/06/2016 14h05

Calçadão de Araranguá: Um problema de difícil solução

RIBALTA

Calçadão de Araranguá: Um problema de difícil solução

A capa do Jornal W3 da última sexta-feira, dia 24, trouxe uma pergunta que merece além de atenção, uma profunda reflexão sobre o tema, o futuro do Calçadão, área considerada nobre no Centro da cidade.

O Calçadão que já foi alvo de incontáveis reuniões e muitas polêmicas completou em maio deste ano, 26 anos de história. Na época quando desenhado pelo engenheiro Osmar Batista do Canto, o Checo, mudou a dinâmica da cidade e contribui para o desenvolvimento de Araranguá.

Agora, quase três décadas depois, o Calçadão que já foi motivo de orgulho para a Cidade das Avenidas, inspira cuidados e necessita de uma urgente intervenção do Poder Público. As calçadas irregulares, o piso danificado, as lixeiras que transbordam de lixo, a fixação de vendedores ambulantes, a construção irregular de decks ao longo de seu trajeto e uma série de outros pequenos problemas que somados contribuem para uma grande desorganização.

A ação de fiscalização da prefeitura na semana passada, apenas culminou para a retomada da discussão sobre o assunto que precisa ganhar logo uma solução. Não são poucos os relatos de descontentamento dos empresários que pagam uma alta carga tributária e sofrem com a concorrência desleal em frente aos seus comércios.

Por outro lado, artesãos que vivem do trabalho manual perdem espaço e renda quando não encontram um lugar para expor e comercializar seus produtos. Mas a solução para equacionar todos estes problemas é a fiscalização? Não! Somente ela não! É preciso criar soluções para resolver a raiz do problema.

Micro, médio ou grande empresário, artesãos, catadores ou ambulantes, todos são trabalhadores e merecem respeito. Rico ou pobre, branco, negro ou pardo, sem distinção, são todos trabalhadores. Não há mocinho ou bandido, nem herói ou vilão, cada um defende seu direito de permanecer no espaço público e tirar dali o seu sustento. As críticas jamais devem ser aos trabalhadores, nem mesmo empresários podem levar fama de bandido, tratamento discriminatório que lamentavelmente tem sido naturalmente dado a quem ajuda gerar a riqueza do Brasil.

As cobranças devem ser direcionadas ao Poder Público, que com o apoio da sociedade civil organizada, deve garantir aquilo que está assegurado na Constituição, o direito de poder trabalhar e gerar o próprio sustento. Criar mecanismos e espaços para isso é dever dos órgãos públicos.

São destes órgãos que a população deve exigir uma atuação maior, que não deve ser somente fiscalizadora. Onde está o espaço destinado aos artesãos? Porque não temos uma coleta seletiva de lixo e um programa de apoio e conscientização aos catadores de papelão? Porque a sujeira acumula nas lixeiras, edificações irregulares obstruem a passagem nos passeios públicos e o maior cartão –portal do Centro permanece há quase três décadas sem sofrer qualquer revitalização? São respostas para este tipo de pergunta que precisamos encontrar, senão estaremos apenas chovendo no molhado e de discursos estamos fartos, queremos é ação!

Os textos dos Blogs são opinativos e de responsabilidade dos autores. Não significa que a opinião expressada por eles seja a mesma do Grupo W3.

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