Saulo Pithan
06/06/2016 16h29

A corrupção no Vale do Araranguá

Há fortes indícios de irregularidades em pelo menos oito cidades

A corrupção no Vale do Araranguá

A exemplo da Operação Lava-Jato da Polícia Federal, aqui no Sul do Estado um forte esquema de desvio de dinheiro público começou a ser desmantelado. A Operação “Água de Prata”, mostrou aquilo que todos já desconfiavam: o dinheiro que poderia ser investido em obras e benfeitorias à população, escoa pelo valo das obras de saneamento básico em alguns  municípios da região. Há fortes indícios de irregularidades em pelo menos oito cidades do Vale.

Como em todo caso de corrupção, não há vítimas: corruptos e corruptores são todos culpados. Quem compra e quem se vende se iguala na indignidade. É o caso dos envolvidos no escândalo da “Água de Prata”.

São igualmente desprezíveis os agentes que operavam fraudes e desvios, os servidores  que facilitavam o esquema, e os empreiteiros que superfaturavam contratos, multiplicavam seus lucros e pagavam propina.

Estão todos no mesmo saco de gatos, ou melhor, de gatunos, e deverão responder na Justiça na medida de seus crimes.
O delegado da PF Nelson Napp resumiu, em uma frase, como funcionava o esquema da corrupção:

“Se pagava por uma Mercedes e se recebia um Fusca em troca”, uma referência à execução superfaturada das obras. Vivemos a mais profunda crise de valores. O avesso do avesso! Avesso do bom senso, da honra, da ética, da vergonha na cara...

Talvez se a preocupação em desviar recursos não fosse  a prioridade, os hospitais da região o não estariam preocupados em ter que fazer das tripas coração para manter as portas abertas. Enquanto a saúde permanece na UTI, os gatunos zombam da cara do povo ostentando vidas luxuosas.

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