Psicologia para Todos
18/07/2018 17h15 - Atualizado em 18/07/2018 17h44

A ansiedade em estudantes é mais comum do que parece

É inevitável sentir ansiedade quando se estuda, pois são momentos constantes de desafios que nem todos estudantes já experimentaram.

Olá pessoal, tudo bem?

Estudar dá trabalho, já ouviu essa expressão? Realmente, estudar demanda habilidades que nem sempre estão aprimoradas, mas com o passar do tempo o aluno vai se aperfeiçoando e aquela ansiedade inicial que existia, diminui ou deixa de existir. Concorda? Porém, até que a ansiedade passe, como lidar com ela durante o período de estudos, numa apresentação de trabalho, na realização de uma prova ou na escrita de um exercício, por exemplo?

Vamos compreender a ação da ansiedade no organismo? Ela é uma emoção que leva os pensamentos para o futuro de forma negativa, como se houvesse algum perigo aparente ou que seja desafiador. E alguns sintomas físicos são desencadeados através da tensão muscular, contrações ou tremores incontroláveis, cansaço, falta de ar ou sensação, insônia, dentre outros. Muitas vezes o comportamento é de esquiva dos estudos, pois ter que lidar com esses sintomas com frequência para alguns estudantes é desgastante. Alguns trabalhos são deixados para amanhã e o desempenho tende a diminuir.

Estudos brasileiros com o objetivo de investigar as mudanças emocionais em situações de prova verificaram que muitos jovens que enfrentam processos seletivos não se consideravam preparados fisicamente nem psicologicamente. Comumente esses jovens relatam dificuldade de concentração, inquietação, dores de cabeça, dores musculares, tonturas, além de muitos apresentarem níveis de ansiedade, estresse, medo, insegurança e aflição. Já com relação ao bloqueio de escrita, estudos mostram que a ansiedade e dificuldade de cumprir prazos são problemas comuns entre estudantes de graduação e pós-graduação. Ou seja, é mais comum do que se imagina que a ansiedade permeie a vida dos estudantes.

O bom é que aumentando o autoconhecimento é possível alcançar um maior controle da ansiedade frente a esses acontecimentos, sendo menos assustadores e possíveis de se enfrentar. É claro que é bem pessoal as possibilidades de enfrentamento, mas o que todo estudante pode fazer é:

-Aprender a reconhecer a ansiedade e manejar os sentimentos ansiosos com estratégias funcionais para cada situação. Exemplo: se a situação mais assustadora for uma prova, é necessário aumentar o seu domínio do assunto para que no dia da prova, haja uma maior segurança para responder o conteúdo. E mesmo assim, no momento da prova, quando a ansiedade aumentar, é importante tentar trazer a atenção para o que importa e se envolver com o momento, mesmo que haja sintomas físicos ou pensamentos ansiosos;

-Cuidar do corpo através da alimentação saudável e atividade física estimula a liberação dos neurotransmissores serotonina e dopamina contribui para o bem-estar psicológico;

-Organizar-se para saber se os prazos estão de acordo com sua realidade de tempo e ter um planejamento com as atividades a serem realizadas previne episódios de ansiedade;

-Evitar competições relacionadas ao desempenho e manter o foco em ampliar o seu conhecimento, lembrando que cada pessoa tem o seu tempo de aprendizagem e que a frustração no que se refere a notas faz parte do processo;

-Observar-se para identificar se você tem vivido mais momentos felizes ou tensos na escola ou faculdade é importante. Se a balança pesar mais para os momentos tensos, talvez seja necessário pedir ajuda a pessoas próximas ou um profissional, evitando que a situação se agrave.

Estão aí algumas sugestões saudáveis de lidar com os estudos para que fique mais satisfatório o rendimento educacional e consequentemente a frustração diminua. Vencer a ansiedade com relação aos estudos é um processo de autoconhecimento e aprendizado de usá-la de maneira funcional a seu favor, pense nisso!

REFERÊNCIAS

Camila Akemi Karino e Jacob A. Laros. Ansiedade em situações de prova: evidências de validade de duas escalas. Disponível em: www.scielo.br 

Robson Nascimento da Cruz. O cotidiano da pós-graduação e o sofrimento com a escrita acadêmica. Disponível em: iptv.usp.br

Mari Fernanda Alves. Estratégias para cuidar da saúde mental mesmo com a pressão da vida universitária. Disponível em: www.comportese.com

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