Waltão Sintonizado
16/06/2017 15h11 - Atualizado em 16/06/2017 15h35

O desemprego assombra Araranguá

Que os tempos são de crise, todos sabem, mas ficar estagnado, sem ações que visem criar empregos, vai amenizar a situação? Essa inércia precisa acabar.

O desemprego assombra Araranguá

Sentir-se triste a cada dia que se inicia, sentir alívio a cada dia que acaba e sentir um pouco menos indigno no final de semana. Essa é a vida de um desempregado, que sente na pele a dor de ter sua dignidade ferida. Não trabalhando, não tem como suprir as mínimas condições suas e de seus familiares e a depressão vai chegando, até se fixar e soterrar de vez o sonho de quem um dia foi um cidadão produtivo.

E que não venham os “sabe tudo” dizerem, “não é bem assim”, “quem quer trabalhar, dá um jeito”. É bem assim, sim. A crise chegou para todos e quem tem um poder aquisitivo maior, reduziu gastos, o cidadão de classe média, eliminou gastos e os “bicos” que sobravam para os desempregados, sumiram.

Se vai longe o tempo que quando um filho, lá na Colônia, dizia “Pai, quero ir para Araranguá, trabalhar e estudar”, um pai de pronto concordava. Hoje se tiver essa atitude, de três uma, ou o pai têm condições de mantê-lo ou algum parente vai dar “algum serviço” para que o jovem se mantenha, ou simplesmente não tem como trocar a Colônia pela Cidade.

Saudosa Araranguá que sucumbiu no tempo. Uma Araranguá que tinha sinaleira na Cidade Alta, perto de um dos postos do Seu Alveri, sinal de modernidade. Araranguá de fábricas de calçados com padrão de exportação. Araranguá de indústrias cerâmicas. Araranguá que existe somente nas lembranças.

O progresso chegou e com ele trouxe suas mazelas. Cidade que tinha dois ou três prédios, hoje tem muitos e com muitos outros em construção. Sinal de emprego para os araranguaenses? Não. Claro que uma parte da mão-de-obra é daqui, mas grande parte são de cidades vizinhas.

Fato é que estamos carentes de investimentos nas pessoas que venham a melhorar sua qualificação, a deixando apta a procurar um emprego com salário digno. Quais as capacitações custeadas com verbas públicas temos em Araranguá? Se estiver errado, me corrijam, mas desconheço.

Um empresário tradicional da Cidade das Avenidas, proprietário de um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de Araranguá e que gera empregos a muitos anos, veio a rede social, indignado expor sua posição e repudiar a situação que paira por aqui. E está coberto de razão o dito cidadão.

Araranguá parou no tempo e a prova está aqui perto. A crise é geral? Então peço que algum defensor da crise geral, o favor de explicar porque cidades como Criciúma, Içara e Sombrio, dentre outros cresceram a números estratosféricos, enquanto a Cidade que já foi Comarca de Criciúma apresentou um nível medíocre de crescimento?

Está na hora de acordar. Está na hora de agir. O poder público, entidades ligadas ao comércio, todos os envolvidos e interessados no real crescimento de Araranguá precisam se unir e agir.

Gostaria muito de um contraponto. Que pessoas que pensam diferente e tem todo direito de pensar, do que penso, se manifestassem, apresentassem seu ponto de vista. E os que concordam, que também se manifestem.

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