Waltão Sintonizado

Política
Waltão Sintonizado
Waltão Sintonizado

Waltão [email protected]
14/02/2017 13h33 - Atualizado em 14/02/2017 13h33

A delicada situação da saúde em Araranguá

A saúde brasileira passa por um momento delicado e em Araranguá não é diferente

Daniel Afonso Viriato, presidente da Câmara de Vereadores de Araranguá, abriu espaço na última sessão para a secretária de Saúde de Araranguá apresentasse um relato dos seus primeiros dias na pasta

A saúde brasileira passa por um momento delicado e em Araranguá não é diferente. A secretária de Saúde do Município, Evelyn Elias compareceu a última sessão da Câmara de Vereadores de Araranguá e se manifestou sobre as dificuldades encontradas.

Daniel Viriato Afonso (PP), presidente da Câmara de Vereadores de Araranguá decidiu abrir espaço de até 20 minutos para participação de lideranças municipais, secretários ou parlamentares da Região do Vale do Araranguá e da Região Carbonífera e partidos que tenham representantes no Legislativo Municipal, nas sessões da Câmara.

A primeira participação foi da secretária de Saúde de Araranguá Evelyn Elias que apresentou um resumo dos primeiros dias de trabalho bem como citou as maiores dificuldades encontradas até o momento.

A secretária de Saúde de Araranguá, Evelyn Elias compareceu à sessão do Legislativo e se pronunciou a respeito da situação da Saúde no Município

A secretária deu ênfase como fator negativo encontrado a quantidade de processos judiciais em desfavor do Município para que sejam atendidos pacientes que ganham, na Justiça, o direito de receber tratamento, medicação ou alimentação especial.

Evelyn explicou que o trâmite processual se inicia com o requerimento do paciente ou representante junto ao Ministério Público o qual por sua vez faz um pedido ao Judiciário. Aceito o pedido, o que normalmente ocorre, é determinado que a Prefeitura, Governo do Estado ou Governo Federal, custei as despesas advindas para que se cumpra a sentença, que pode ir do pagamento de uma simples medicação até tratamentos ou remédios internacionais.

No caso específico de Araranguá, o Município está pagando, mensalmente, por força de sentença judicial, R$ 12.467,00. O valor é bloqueado diretamente no Fundo Municipal de Saúde.

Com relação à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a secretária de Saúde afirmou que a nova classificação, que trará mais investimento, não vai ser suficiente para custear os R$ 400 mil que mensalmente são necessários para manutenção do atendimento e serviços. A diferença necessária é complementada pelo Município que por sua vez não tem contrapartida do Governo Estadual, nem tampouco dos demais municípios da Amesc.

No tocante ao número de exames, Evelyn fez um comparativo entre os períodos do ano de 2016 e deste ano no Município, enfatizando que está sendo dobrada a quantidade de exames.

A fila para realizar exames foi justificada pela secretária, como resultado da falta de atendimento do Governo do Estado em várias especialidades. Existe um jogo de empurra-empurra onde o Estado joga para a União, que por sua vez não aumenta a tabela do SUS e compromete o atendimento.

Municipalização do HRA

A secretária de Saúde se posicionou desfavorável a municipalização do Hospital Regional de Araranguá (HRA), tendo em vista a necessidade de Araranguá necessitar avançar no atendimento de casos de baixa e médias complexidades.

Evelyn aponta o modelo adotado no Hospital Regional de Chapecó, onde entidades, as quais têm direito à filantropia administram a entidade.

Recomendadas para você

Outras notícias