02/09/2016 19h55 - Atualizado em 02/09/2016 19h56

Campanha acirrada em Balneário Arroio do Silva

O pleito eleitoral deste ano está sendo, com toda certeza, o mais acirrado de todos os tempos

Uma eleição atípica no sentido de coligações, onde a tradicional rivalidade entre PMDB e PP foi deixada de lado e a situação (PSD), mesmo com vários partidos coligados, vai de chapa pura

A história das eleições é escrita a cada pleito, isso é fato. Mas há algum tempo atrás nem mesmo o maior do apostador em causas impossíveis, apostaria em uma união do Partido Progressista (PP) e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), na busca de ganhar a eleição no Município.

Uma rivalidade histórica que foi deixada de lado para, unidos, somar forças e buscar a vitória nas eleições de 2016.

Novidades a parte, a realidade é que Paulo Pedroso Vítor, o “Paulinho” (PMDB), duas vezes prefeito e maior liderança do partido no Arroio, nunca teve desentendimentos políticos com o falecido José Hélio Borges, o “Juca Pescador” (PP), primeiro prefeito eleito do Arroio. Ambos podiam ter diferenças de ideias políticas, mas o respeito entre ambos sempre prevaleceu, logo, esse fato deve ter servido de facilitador para a união que hoje vimos.

O PSD apostou em chapa pura

Alicerçado na administração de Evandro Scaini, reconhecido como um prefeito idealizador e executor de obras e com aprovação de 80% da população do Balneário Arroio do Silva, o PSD apostou em duas pratas da casa para concorrer à prefeitura, o conhecido Juscelino da Silva Guimarães, o “Mineiro da Farmácia”, que, aliás, tinha ótima relação com o falecido Juca Pescador e que tem uma relação tranquila com Paulinho e Carlos Scarsanella, ex-vereador e ex-secretário de obras, conhecido por toda sociedade arroiossilvense.

Amizades a parte

Em cidade pequena, todos conhecem todos, isso é fato e normalmente tem convivência pacífica, entretanto, quando o assunto é política, a coisa muda. No Arroio não é diferente.

Dada a largada para corrida eleitoral as farpas começam a surgir de ambos os lados, sendo que esta semana a farpa maior residiu no não comparecimento do Mineiro da Farmácia ao debate promovido pela Revista W3 que suscitou os mais diversos comentários.

Simpatizantes da oposição criticaram, afirmando, alguns, que o Mineiro não compareceu porque não teria argumentos, que não saberia se expressar. Os que defendem a situação contra-atacaram afirmando que o candidato que compareceu no debate não expôs ideias concretas e perdeu mais tempo criticando a ausência do oponente do que apresentando propostas.

Certo mesmo é que até 02 de outubro, exatamente daqui a um mês muitas coisas acontecerão e esperamos que fique no campo das ideias e da falação, porque esses bate-bocas, críticas mútuas e defesa de candidatos é inerente à eleição.

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