Maiara Possamai
10/01/2019 12h05

Conselho de mãe: não visite um RN

Lá vem uma dica polêmica, mas super sincera

O tema é polêmico e a minha opinião mais ainda, mas hoje vou falar o que penso sobre visitas ao bebê recém-nascido! Junto com um RN totalmente indefeso e sem imunidade alguma, tem uma mãe puérpera, cansada, amedrontada, nervosa e insegura – combinação perfeita, né?

Pois é, até que as pessoas tenham realmente bom senso, o melhor conselho que dou – com a minha experiência – é: não visite um recém-nascido. Nos últimos dias, muitas matérias têm sido divulgadas sobre as doenças que bebês com poucos dias de vida pegaram de pessoas que foram fazer uma simples ‘visitinha’. E aí, muitas pessoas tomaram conhecimento de que os cuidados que os pais imploram para que as visitas tenham, não é futilidade, nem coisa de gente neurótica, é coisa séria mesmo!

Quando ainda estava grávida, diante de muitas pesquisas e leituras, mas principalmente de relatos de outras mães, fiquei sabendo que os primeiros dias depois do parto são os mais difíceis – chamados até de dias de neblina. Então, antes mesmo de a Lara nascer, eu escrevi uma coluna com dicas para as pessoas que fossem visitar um recém-nascido (mesmo antes de passar por isso, eu escrevi só verdades), mas vocês não imaginam o impacto que isso causou!

Fui chamada de chata, neurótica, exagerada e, claro: grossa! As pessoas tendem a me julgar como grosseira, porque costumo falar o que penso, sem muitas papas na língua (paciência, é o preço que pago por ser sincera). Mesmo com tantos ‘elogios’ não me preocupei em ser julgada, minha única preocupação era com o nosso bem-estar. Eu sabia que seria difícil chegar em casa com um bebê que dependeria exclusivamente de mim e queria me prevenir de aborrecimentos!

Valeu a pena ter escrito aquela coluna. Tivemos poucas visitas e quando alguma delas invadia meu espaço e mexia com os meus nervos, eu tratava de deixar isso bem claro. Mais uma vez, preferi passar por grossa, do que sofrer calada. Mesmo assim, confesso que muitas vezes, quando ouvia um carro parar, eu estremecia, porque preferia estar ali tranquila só eu e a Lara. E não é questão de intransigência! Apenas pense comigo:

Você chega em casa, depois de dois dias de hospital, depois de ter perdido muito sangue e estar realmente fraca, sentindo-se frágil e insegura... O seu maior desejo é dormir, dormir profundamente até não aguentar mais, mas apesar de tanto cansaço, você não consegue nem cochilar direito, porque você tem um bebê – que nasceu de você – e precisa de todos os seus cuidados. E apesar de você ter gerado aquela criança por nove meses, ter lido todos os livros e artigos possíveis, ter conversado com suas amigas e sua mãe, a verdade é que você não tem a menor noção de como se cuida de uma criança! Você está apavorada, mas também não pode demonstrar isso, porque o seu bebê é capaz de sentir toda a energia que você emana, então é preciso respirar umas 10 mil vezes e fazer de conta que você está tranquila. Pra ser mais clara: por dentro você está gritando desesperadamente por ajuda, mas por fora esboça um sorriso e faz a plena!

Diante de tudo isso e de um bebê completamente sem imunidade, que precisa ser o mais preservado possível, o melhor a fazer é controlar sua ansiedade e esperar as primeiras semanas passarem.

Algumas mamães amam visitas, mesmo nos primeiros dias. Ótimo! Se for assim, com certeza você será convidado, ou pelo menos, ela deixará bem claro que você é bem-vindo. Caso contrário, espere... Acredite: você terá muito tempo para uma visita!

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