Maiara Possamai
06/01/2018 10h51

Amor de cão!

Dia de falar sobre a relação do Bud com a Lara.

Fazia muito tempo que queria escrever sobre isso, mas queria que fosse no momento certo, sabe? Já tinha algumas histórias pra contar, mas sabia que ainda teria algo melhor por vir, então esperei e nessa semana aconteceu! Do que estou falando? Da relação do Bud com a Lara! (pra quem ainda não acompanhou a história do Budinho é só clicar aqui).

Então, vamos começar da noite em que o trabalho de parto iniciou (pra quem não lembra, foi dia 9/10 às 19h30). Enquanto eu estava no chuveiro e o Valter do outro lado do box controlando as contrações, o Bud estava quietinho. Ele ficou assim durante toda a noite (isso que chegou gente lá em casa e ele sempre fica agitado). Mas naquele momento, ele pareceu perceber o que estava acontecendo, sabe? Eu e o Valter até falamos sobre isso!

Decidimos então ir pro hospital, eu já estava com contrações bem fortes e achei melhor encarar a estrada enquanto estivesse 'tranquilo' (saímos de Araranguá para ganhar a Lara em Içara, no hospital São Donato). Depois de arrumar tudo - estava tudo meio pronto, mas sempre falta alguma coisa, né? (Lembro de pedir pra mãe colocar minhas makes na mala! Oi? Hahaha Iludida!), mas voltamos ao foco: arrumamos o que faltava e estávamos de saída, mas antes de ir, eu precisava explicar algo a alguém. Abri a porta:

Bud, a mamãe está indo ganhar a mana! Lembra que a mamãe falou? Então, quando eu voltar, ela já vai estar com a gente e vai ser o momento de tu se tornar aquele moço que conversamos. 

Ele me olhou com aqueles olhos doces e eu fiz um carinho. Fomos pro hospital!

A Lara nasceu no domingo e naquele dia o Valter veio dormir em casa. Voltou pra Içara na segunda de manhã e o Bud ficou sozinho até terça-feira (ele nunca tinha ficado sozinho tanto tempo).

Chegamos em casa logo depois do meio dia. Estávamos ansiosos por esse momento - chegar em casa! Lembro que viemos falando no carro, como seria, como o Bud reagiria. Estávamos felizes demais! Mas daí, quando finalmente chegamos em casa, nos deparamos com um verdadeiro cenário de guerra: buracos sem fim, areia pela área toda, lixos rasgados, papéis espalhadas por todo o pátio, meu Deus! O Bud havia 'fugido' pra parte da frente, estava tudo um caos! Não sabíamos se ríamos ou chorávamos, mas entendemos que aquela foi a maneira que ele encontrou de chamar a nossa atenção!

Só na sexta-feira daquela semana é que consegui ver ele - foi uma semana fria e chuvosa e eu estava com os pontos bem doloridos, não tinha como ir na rua... então só abri um pouquinho da porta e conversei com ele. 

Na semana seguinte, um dia à noite, fui na rua pra matar as saudades dele de verdade! Sai faceira de dentro de casa, chamando por ele, mas ele nem me deu bola! Eu chamava, chamava e ele só me olhava com um olhar de desdém! Depois de tanto insistir, ele veio perto de mim, abracei ele e chorei. Expliquei que os primeiros meses seriam difíceis, mas tudo iria passar e eu continuava amando ele como meu filho. Mesmo assim, ele não estava nem aí pra mim. Entrei em casa e naquela noite, dormi chorando! 

Os dias passaram e aos poucos ele foi voltando ao normal comigo - e eu comemorei isso igual uma criança!!! Queria muito levar a Lara pra ele ver, mas sempre tinha vento, ela era muito novinha, então não dava... um dia levei rapidinho, mas pelo portão (eles não chegaram a ficar muito perto) e ele voou no pé dela, queria puxar ela pra perto! 

Levei ela mais algumas vezes, mas sempre pelo portão, ou às vezes eles se viam pela janela do quarto dela, nada muito próximo... ainda não dava! 

Um belo dia, entrei em casa cheia de roupas pra estender, não consegui segurar a porta e o Bud entrou a milhão - a Lara dormia no sofá, meu Deus que aflição! Entrei correndo atrás dele, desesperada, porque a primeira coisa que ele faz quando entra em casa é pular no sofá! E ele pula com tudo, como se fosse pequeno - mas ele deve ter uns 30 kg e é super agitado - Imagina o tamanho do meu medo! E então ele foi mesmo direto pro sofá, pulou, mas deitou do lado da Lara e ficou cheirando os pezinhos dela. Ele ficou super quietinho, e olhava pra mim como quem dizia 'eu sei que ela é um bebê, não vou machucar, só queria conhecê-la'. Tinha amor naqueles olhos! Apesar do susto, foi um momento lindo!

E nessa semana, o que eu mais esperava aconteceu: o Bud e a Lara ficaram, finalmente, cara a cara! Soltamos ele - pra parte da frente de casa - e eu fiquei com ela no colo. Ele veio correndo e quando chegou perto, acalmou. Cheirou e lambeu - muito - os pezinhos dela! Ela olhava pra ele admirada, foi muito legal!

Quando eu estava grávida todo mundo dizia que teríamos que dar um 'jeito' nele, porque ele é super agitado - Labrador com Golden Retriver, não teria como ser calmo . Mas eu sempre soube que daria tudo certo, e deu! Perto da Lara, ele parece outro cão, ele fica mais calmo, parece entender que precisa se controlar! 

Eu confesso que desde o nascimento da Lara, tenho estado bem menos presente com o Bud. Não consigo mais ficar horas lá brincando com ele, e isso me dói! Mas sempre que consigo, estou lá e falo pra ele o quanto o amo! Sei que daqui a pouco, os dois serão melhores amigos, parceiros de bagunça e poderemos, finalmente, estar todos bem juntinhos, como eu tanto sonho! 

O Bud foi o nosso primeiro filho, sim! Com ele eu aprendi a cuidar de outro ser, ele me ensinou muito e é essencial nas nossas vidas! ♥️

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