Karem Suyan
20/12/2017 14h25 - Atualizado em 20/12/2017 14h42

BOLSONARO, LULA, TIRIRICA E O AMOR

BOLSONARO, LULA, TIRIRICA E O AMOR

Ah, como eu gostaria de saber qual das palavras do título deste artigo te trouxe até aqui, amiga e amigo leitor!

Foi uma delas quem direcionou tua curiosidade em abrir o post e saber o que estaria eu falando sobre o que tanto te interessa.

Claro que usei da artimanha dos intocáveis nomes de Tiririca, Lula e Bolsonaro para te convidar à leitura, porque se eu colocasse só amor, talvez não estivesse lendo agora. Tudo bem, não é um julgamento... Digamos que é uma pesquisa com chamado à reflexão.

Estou realmente interessada em duas coisas: a forma como as pessoas interpretam um texto e a forma como reagem a uma postagem (talvez eu fale de amor).

Falando na interpretação, já percebeste a falta de zelo com que as pessoas lêem um texto? Isso quando não lêem só o título ou a primeira parte. Sei que é quase impossível observarmos algo sem a interferência de nossas verdades, emoções e pré-conceitos. Isto acontece em quase tudo, fatos, filmes, artigos, músicas, obras de arte em geral, e até na ciência – mas não compreender o contexto é ignorar a obra toda.

É claro que todo mundo já chorou com uma música que posteriormente descobriu ter sido escrita para algo que nada tinha a ver com o que interpretou. Isso quando não pegamos só a partezinha da música que nos interessa, jogando fora todo o resto da composição. Até aí tudo bem, mas xingar o compositor porque ele não escreveu exatamente o que eu penso? Ah, isso já é demais. Acredito que é exatamente o que está acontecendo com os artigos que têm mais de dez linhas: ou não são interpretadis, ou as redes sociais que formaram o leitor “pirex”, o faz se agarrar a uma única parte do contexto (e geralmente o que não lhe agrada).

Neste momento, por exemplo, vou pegar alguns espécimes “pirex”, quer ver? Uma xícara de leite condensado, quatro colheres de chocolate em pó e mexa até ficar ao ponto de enrolar. Acredito que uma porcentagem considerável de pessoas nem verá esta parte. Quer apostar? Digo, contigo não quero apostar. Vieste até aqui, estás acima da média. És dos meus... A não ser que agora estejas querendo me matar por causa da brincadeira.

É aí que entra a forma com que as pessoas reagem a uma postagem.

Algumas colaboraram melhorando o texto, corrigindo equívocos, ou colocando educadamente seu ponto de vista contrário. Mas há outras, as “sanguíneas rex”, que vivem a cinco milímetros de explodir e revidar ferozmente por se ofender pessoalmente com algo que não foi escrito pensando nelas. Como se quem escreveu o que ela não gostou, fosse mudar de ideia imediatamente após seu ataque de fúria.

Outro dia fui xingada no MEU perfil do Facebook por alguém que eu sequer conheço, só porque compartilhei uma notícia. Juro! E eu não havia colocado minha opinião sobre o fato, só repassei a informação.

É inacreditável como algumas pessoas continuam matando o mensageiro, como se fosse ele o responsável pela mensagem.

Claro que em meus artigos coloco meu ponto de vista. Eles vêm de minhas experiências e leituras da vida. Entretanto, nunca são pessoais – nem quando cito pessoas públicas.

Esta semana outro “amigo” teve a audácia de escrever no MEU perfil, que eu não poderia pensar daquele jeito. Oi?

Será que o Brasil plantou tantas injustiças, que está colhendo revolta? Ou é só a falta de educação da nação? Se bem que a Alemanha nazista era exemplo de educação convencional... E olha no que deu! Não, eu ainda acho que é falta de inteligência emocional.

Concordas que há uma horda extremista, de todos os lados, cheia de pessoas loucas para esmagar (com ódio) os argumentos dos contrários, cheias de amargura por não compartilhar seus conceitos, intolerantes, emocionais, radicais, prontas para ofender e magoar o outro na medida triplicada com que se sentem atingidas?

Isso assusta! Sério, gente.

Respiremos... Relaxemos... Aaaoooonnn.

Acima de tudo está o amor (ó ele aí).

Ah! Feliz Natal.

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