Juarez Nardi
12/03/2018 15h40

Givenchy - Mestre da Elegância

Coluna Juarez Nardi, 12/03/2018

Givenchy - Mestre da Elegância

O estilista francês Hubert de Givenchy, fundador da Maison Givenchy, faleceu no último sábado (10), aos 91 anos, em Paris. "É com grande tristeza que informamos que Hubert Taffin de Givenchy morreu", afirmou Philippe Venet, o parceiro do estilista, em comunicado à imprensa.

O estilista, ficou famoso por criar o mito do "vestidinho preto". Vestiu Jacqueline Kennedy Onassis, quando foi primeira-dama dos EUA e, entre outras, como a atriz Audrey Hepburn. Produziu o icónico figurino do filme Breakfast at Tiffany's e de Funny Face. Audrey, que foi musa e amiga do estilista, inspirou o seu primeiro Eau de Parfum, L'Interdit.

Hubert James Marcel Taffin de Givenchy, era um nobre, nasceu em 1927, filho do marquês Lucien e Béatrice Taffin de Givenchy. Seu pai morreu quando ele tinha 2 anos. Cresceu admirando sua mãe, uma mulher refinada e além de seu tempo, de quem herdou a elegância natural e um porte de astro de Hollywood, como descreveu o jornal Le Monde. O avô era do ramo de tapetes, e contava com uma grande variedade de tecidos e roupas que o fascinavam desde criança. O seu interesse pela moda começou quando teria 10 anos.

"Sou feliz, porque tive o trabalho que sonhei em criança", declarou numa conferência de imprensa, há alguns anos, falando das suas clientes e de uma das pessoas da moda que mais admirou, Cristóbal Balenciaga, com quem trabalhou e aprendeu a costura e estilismo Givenchy faz as roupas com "precisão cirúrgica, não de mais, não de menos", escreveu a revista Madame Figaro. Em 1952 foi o ano em que faz a sua primeira coleção de alta-costura. Dois anos depois, lança a primeira coleção pret-à-porter.

Sempre buscou definir um novo conceito de elegância e sofisticação, além do design de moda, se interessava pelo design de interiores. Em 1988, a Maison Givenchy, passou a ser administrada pelo conglomerado de marcas de luxo LVMH (Louis Vuitton Moët Hennessy) por 45 milhões de dólares. Foi o momento que, Givenchy deixou de ser independente, porém abriu a possibilidade de expansão da marca. Continuou como diretor criativo até 1995.

"Uma personalidade maior do mundo da alta-costura francesa e um cavalheiro que simbolizava o chique e a elegância parisiense por mais de 50 anos", disse a LVMHem comunicado. "Profundamente triste"; declarou-se o presidente da empresa, Bernard Arnault.

"Ele esteve entre os designers que colocaram Paris firmemente no coração do mundo da moda pós-1950 ao mesmo tempo que criava uma personalidade única para a sua marca de moda. Tanto nos seus prestigiantes vestidos longos como na roupa de dia, Hubert de Givenchy juntou duas raras qualidades: ser inovador e intemporal", acrescentou Arnault.

"A minha é a mais bela profissão da moda: fazer os outros felizes com uma ideia", disse Hubert de Givenchy há um ano, na inauguração da exposição com o seu nome no Museu da Renda e da Moda de Calais.

Hubert de Givenchy esteve no Brasil duas vezes: a primeira na década de 50, para o lançamento de uma coleção de algodão que havia sido encomendada pela fábrica de tecidos Bangu e a outra, em 1995, para abrir o Primeiro Congresso Brasileiro de Moda, promovido pelo Instituto Zuzu Angel e pela Faculdade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro.

Atualmente a Givenchy é comandada pelo estilista italiano Riccardo Tisci.

Seu parceiro, Philippe Venet, e os seus sobrinhos, lamentam profundamente a perda, "As cerimónias fúnebres celebrar-se-ão na intimidade mais estrita", informou a família. A pedido de Hubert de Givenchy, as flores devem ser substituídas por donativos à Unicef.

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