Juarez Nardi

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Educação, música, cinema, livros, teatro, eventos e outras manifestações artísticas. O que está acontecendo no universo da cultural regional estará no blog, atualizado semanalmente.

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04/12/2017 13h30

Os amores de filmes da vida real

Essa semana fiz uma crônica, sobre um fato real, com pessoas reais e uma história que... nem todos acreditarão.

Os amores de filmes da vida real

Alguns filmes tem o poder de deixar nossos sentimentos à flor da pele, arrancando suspiros e emoções. Essas variações sentimentais, fazem parte da magia do cinema, principalmente com suas histórias de amor. São os casos de filmes como ''Diário de uma Paixão'', ''A Bela e a Fera'' e ''P.S. Eu te amo'', todos com seus roteiros fascinantes e realidades diferentes. Exemplos de obras que por muitas vezes, pensamos que suas histórias são impossíveis de acontecerem na vida real.

Provavelmente você já assistiu algum filme, onde duas pessoas ao virar uma esquina se chocam, derrubam pastas e papéis. Quando levantam, se observam com um olhar diferente, mas logo vão embora. Mais tarde por acaso se encontram em um café, onde através do garçom, o rapaz envia um recado escrito, usando um guardanapo e paga uma bebida a moça, trocam olhares novamente. Em um terceiro momento, os dois conversam percebendo uma afinidade única, ao ponto de sentirem estar conversando consigo mesmo através de um espelho, sem acreditar que se trata de uma situação real. Pensam então que se trata de alguma pegadinha, que existem câmeras escondidas, confundindo a realidade.

No universo cinematográfico é comum, que os casais pensem de forma muito parecidas, no mundo real nem sempre é assim. Muita gente se assusta quando conversam com alguém parecido demais. Preferem acreditar em teorias da conspiração, dizendo que estão sendo observados, como o exemplo das câmeras escondidas. Ter este tipo de pensamento é um meio de defesa, nossas experiências de vida tentam filtrar o que é real e irreal. Talvez tudo seja um sonho, onde queremos que se tornem vontades, como disse Walt Disney, “se podemos sonhar, podemos fazer”.

Todos nós sonhamos acordados, mas o balde de água fria da realidade é constante e frustrante. O cinema nos mostra que quase raramente acontecem, os amores classificados como impossíveis. É mais conveniente viver no frio universo racional, onde ser normal é ser aceito, mas afinal, o que é ser normal? O que é significa realidade? A realidade é relativa, existem várias, mas de modo comum significa tudo o que existe verdadeiramente, circunstância ou situação de verdade, logo se a sua vontade de concretizar algo existe, ela se torna real.

O sucesso dos amores de filmes no mundo real, depende como as duas pessoas lidam com as diferenças ente si, mas tudo pode ser tão divinamente hollywoodiano, que pode nem haver tantas diferenças. Nos melhores filmes de romance, os apaixonados se casam, antes disso a mão da noiva pode ser pedida em casamento no terraço de um prédio alto, com uma decoração com mesas de bistrô, caixotes, flores, luzes baixas, músicas bem escolhidas, espumantes e um menu especial. Será que vida não pode imitar o vídeo? Não seríamos mais felizes?

No cinema, o tempo de se conhecer, definir que irão namorar, noivar e casar é curto, alguns diriam que na vida real essa situação, tem chances astronômicas de dar errado. Na vida real, oficializar a relação é algo deve levar algum tempo e precisa ser bem pensada. Mas talvez todos personagens dos filmes de romance sejam sagitarianos, aquele otimismo todo e bom humor, aliado ao excesso de otimismo e inquietude, valorizando a liberdade, aventuras e viagens, além da capacidade de compreender o próximo, sabendo a hora de escutar e falar. Se há uma conspiração, não é de espionagem, mas sim uma questão astrológica movimentada nos bastidores pelos roteiristas.

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