Guilherme Tonini

Contemporâneo
Guilherme Tonini
Guilherme Tonini

Jovem, ativista, conectado, apaixonado pela justiça e pela política. Embaixador pelo Movimento Mapa Educação, em 2016. Atualmente Bacharelando em Direito pela UNISUL e colunista da Revista W3.

Guilherme Tonini
31/03/2017 17h12 - Atualizado em 31/03/2017 17h16

À Rainha do Sul

No próximo dia 3 de abril, a Cidade das Avenidas completa 137 anos

Foto: Enio Frasseto

Desde que me conheci por gente vinha aos teus rincões para buscar refúgio na tua calmaria e beleza natural. Nascido na metrópole porto-alegrense, aos poucos me apaixonei pela região, assim como a maioria da minha família, que de turista se tornou fixa na cidade.

Há mais de meia década sendo teu cidadão, tive a honra de conhecer os teus meandros, da área central onde as avenidas planejadas, ainda nos teus idos como cidade, fazem jus a denominação de Cidade das Avenidas, até os seus cantões, onde tudo começara lá nos séculos passados. Também, nesse curto espaço de tempo em que sou teu, vi os andares dos novos prédios se erguerem, novos empreendimentos surgirem, as ruas, como as veias de um corpo, pulsarem mais intensamente com o aumento do fluxo de gente.

Foto: Reprodução

Não posso menosprezar as tuas deficiências, seria negligência da minha parte.

Sabe aquela sensação de segurança tão peculiar de ti? Parece ter diminuído ao passo que tu cresceste. A tua história parece menosprezada pelos novos, que já não encontram referências na tua paisagem para recordá-la, embora isto não seja sinônimo de modernidade. Aliás, não sei se são as tuas rótulas que já não suprem as necessidades do teu trânsito atual, ou se é a qualidade dos motoristas que as fazem perderem o significado. E quanto a sua mobilidade, quanta sorte tivestes ao tê-la marcada na tua história pelo visionário Engenheiro Mesquita, que traçou as tuas avenidas ainda no século XIX, no entanto, a continuidade do planejamento não acompanhou o teu desenvolvimento.

Foto: Reprodução

Olho para o teu céu, as montanhas ao oeste ou o oceano ao leste, e percebo o quão a natureza lhe foi generosa. Teu solo fértil, desde a tua povoação, alimenta teus cidadãos e outros povos. O rio, que lhe corta e lhe supre, recebe o seu mesmo nome, e brinda os seus admiradores com a tonalidade de suas águas, que variam entre o azul claro até o verde esmeralda.

O que é mais interessante nessa nossa relação, é que nesses poucos anos não foi só tu quem crescestes, mas também eu. Aquele garoto quieto por fora e inquieto por dentro, estudou, viajou para outras cidades, experimentou seguir pelo caminho das exatas, mas não foi ali que se encontrou. Ao fazer uma breve participação na história da tua política, o garoto percebeu qual era o seu caminho. E hoje, aos 21 anos, após, ter sido parte das notícias nas páginas da Revista W3, inaugura com esse texto um novo desafio, o qual é fazer parte do maior veículo de comunicação do extremo-sul catarinense.

É, Araranguá! O aniversário é teu, mas me sinto presenteado em ascender junto contigo.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Juci Caus
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