Rosane Machado
29/07/2019 15h03

A SAGRADA E MUTÁVEL ROTINA

Coluna Rosane, 29/07/2019

Todos nós temos uma rotina. Quando vemos os dias passarem, vamos realizando muita coisa meio que no 'piloto automático', porém, vamos cumprindo nossas tarefas cotidianas.

Trabalho, estudo, faxina, obrigações sociais, lazer... as coisas vão entrando num ritmo que TUDO vira costume. Contudo há pessoas que surtam quando algo não sai de acordo com o planejado.

Às vezes até gostaria de ser como Forrest Gump que ia ao sabor do vento, ao sabor das circunstâncias que se transformavam em oportunidades. Todavia ele não tinha consciência dos acontecimentos.

Quantas vezes planejamos a semana sem nos darmos conta de que de repente tudo pode dar errado? Quantas vezes não nos preparamos para os imprevistos e estes surgem às pencas?

Ser metódico e planejar todos os segundos do dia até poderia dar certo se vivêssemos numa redoma, se não precisássemos sair às ruas, enfrentar o trânsito (de carro ou não), depender do atendimento ou boa vontade de terceiros...

Damo-nos conta de que alguns segundos perdidos em alguma atividade, geram efeito dominó e temos de nos reestruturar e planejar tudo de novo... ou ligar o botão do 'foda-se' e seguir com o que dá pra ser feito.

Uma luz que queima, um chuveiro que não aquece, o carro que fica sem combustível, o dinheiro que não dá pra quitar todas as contas mensais... Uma dor que surge de madrugada e temos de correr pra um pronto-socorro, gastar em exames e remédios...

Também há os imprevistos que surgem como festas em que temos de comprar uma lembrancinha, arrumarmo-nos como a ocasião talvez peça... e ainda tem gente casando e deixando as tais listas em lojas da cidade, quando não nos chamam pra padrinhos do ensejo.

Convites para uma saidinha de última hora, seja pra comer algo ou ir ao cinema... um dinheiro que não é mal gasto, todavia será gasto. E se fizer falta? Ah, mais vale um deleite que mil contas... vá acreditando nisso.

A unha que quebra, a TV que pifa, o computador que dá pau, a impressora que se recusa a imprimir... o cheque de terceiro que volta.

Os imprevistos surgem pra nos mostrar que não somos donos de nossa vida. Servem para mostrar a fragilidade de nossa existência e de nossos planos.

Antigamente meu plano B, quando tudo dava errado, era fazer as unhas. Quem sabe uma faxina?

Hoje adquiri outro: passear com meus cachorros. E se chove? Fico em casa agarrada a eles esperando a maré melhorar e sentindo o bem que me faz a sua companhia.

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