Rosane Machado
13/03/2019 09h46 - Atualizado em 13/03/2019 09h56

QUERO PAZ...MAS COMO?

Coluna Rosane Machado, 13/03/2019

Cansada de tretas e de perceber como as pessoas têm como centro do mundo seus próprios umbigos. Levantar-se bandeira, bater de frente e criticar o outro virou esporte, mania, hábito... Por isso não comemoro certas datas.

Quando comemoramos um dia específico de algo, sinto que os outros dias do ano têm menor importância, ou o que foi comemorado cairá no esquecimento. Ah, mas pelo menos há um dia...Poxa, 'pelo menos'? Não há conscientização que se faça em 24 horas.

Quem reclama de rótulos se rotula. Quem vem a mudar de opinião, é rechaçado, atacado e acusado. Quem ousa falar que se enganou...ih, nem fale.

Quem nunca viveu uma relação abusiva? Quem nunca foi enganado? Quem conseguiu passar pela vida como em um playground e só ter lembranças sadias e felizes?

Ah, meus amigos, todos nós temos nossas mazelas, dores e enaltecê-las não nos faz melhores que ninguém. Ah, porém o que queremos é mostrar que também somos iguais a tantos (ou tantas)??? Talvez ninguém queira saber que se é igual a X, Y ou Z e a exposição se torna desnecessária... Textões raramente são lidos nas redes sociais (já fiz vários e depois de segundos havia uma curtida!!!). E o que ganha corpo é o fake e o bafão criador das tretas.

Mudar de ideia, amadurecer, dar valor a outras coisas, mudar de interesse, dar relevância a coisas mais simples é uma arte. Não estou tão versada assim, mas a idade mostrou-me que muita coisa hoje me dá preguiça na alma. Gastar munição com pouco bandido é enfadonho.

Antigamente eu amava os dias de chuva, hoje os detesto porque penso nos cusquinhos nas ruas à mercê do frio, além de terem de lidar com a maldade humana. Porém os dias de sol muito intenso também fazem com que eu me preocupe com os mesmos tiscos devido à falta de água.

Pensar que tem gente que se faz de boazinha e espera a gente dar as costas pra virar um pote de água, consumir com um de ração e espantar os peludos pra longe. Às vezes fingimos não saber, porque a vingança é um prato que se come frio e ela nem virá de nossa própria mão... a vida se encarrega.

Longe de ser uma defensora com olhar de 'eu vi a luz' e sair por aí esbofeteando meia dúzia, apesar da vontade ser imensa... Longe de ser uma ativista chata que só fala o mesmo assunto...

Hoje eu quero celebrar: ainda há panetone no mercado!

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