Rosane Machado
24/12/2018 13h04

2018: O ANO QUE DUROU 48 MESES

Todo ano que passa fazemos retrospectivas. Na TV só assistimos a tragédias ou absurdos que foram veiculados como grandes novidades. Houve brigas nas redes sociais por preferência política, sexual, religiosa. Amizades foram desfeitas, ódios declarados... Nunca se ofendeu tanto na rede como em 2018. Posso classificar o ano como o das tretas e mimimis.

Pessoas ostentando seus atos de abnegação e bondade, postando na rede como se os outros atos de outras pessoas fossem menores. A vazia discussão de que se alguém ajuda animais deveria sim ajudar seres humanos... Que se não se gosta de uva passa terá prisão de ventre até 2030... Que se deveria ser vegano ou, quem sabe, viver de luz, afinal as plantas também têm sentimentos. Você não fala com sua samambaia?

Ter respeito ao próximo parece mais trabalhoso do que ficar postando absurdos inimagináveis, do que ficar fuxicando o perfil de alguém pra apontar o dedo e se fazer juiz virtual, achando-se eivado de razão... Tristes figuras...

2018 foi um ano de perdas, de ganhos, de conquistas e tentativas, que acabaram por não deixar de serem tentativas. E a gente continua tentando e buscando se programar mentalmente e dizendo: 2019 será diferente. Sempre assim, não?

Foi um ano de muita atrocidade contra os cães. E também de muita gente criticando a mobilização necessária pela causa, pois há leis mas são parcas e pouco aplicadas. Uma cachorrinha teve de ser morta covardemente para que se repensassem as punições. Animais têm sentimentos, quem não tem são os seres ditos humanos que radicalizam, traçando paralelos absurdos. E não adianta criarem leis que não serão aplicadas por não haver um órgão fiscalizador, punições efetivas... Quem se mobiliza e denuncia é o cidadão que tem de dar uma de 007 na sua busca de provas, montar dossiês pra pegar os criminosos, que muitas vezes estão na folha de pagamento de alguma prefeitura... Tristes figuras...

2018 não tem a culpa de sermos seres falhos, de querermos tudo para ontem nos preparando apenas na véspera. Vivemos na terra do 'jeitinho' e da dilação de prazos... A culpa é de quem???

Mais um ano em que acreditamos nas urnas e os eleitos, depois de tanto prometerem, nada fazem... mais uma vez... Tristes figuras.

Um ano de gente que não vale nada dar fim a cachorros das praças a mando de gente que não vale nada também... os iguais se atraem contrariando as leis da Física, mas corroborando a lei do mau-caratismo.

Contudo, como diz um querido amigo, continuaremos enxugando gelo, mas lavando a alma e lutando pelo que acreditamos, sem nos preocuparmos com processos, loucos pra darmos meia dúzia de bofetadas... Por que uso o plural? Porque tenho muita gente comigo que sente a mesma coisa e age! Amém!

E como se não bastasse o ano findar com tanta coisa questionável, lá vem minha mãe me torturando com o CD daquela moça..."Então é Natal..." Oremos pra que chegue março ONTEM!

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