Rosane Machado
17/12/2018 10h18 - Atualizado em 17/12/2018 11h53

2018: O ANO DAS TRETAS E MIMIMIS

2018: O ANO DAS TRETAS E MIMIMIS

O ano termina e inevitavelmente fazemos uma retrospectiva dos acontecimentos. Um ano em que uma postagem que revela nossa opinião sobre algo gera um monte de críticas e mimimis. Não se pode postar que não se gosta de uva passa, que já vem o sermão dos benefícios da dita à saúde. Não se pode postar que não se consegue deixar de comer carne, que lá vem a cantilena de gente que defende os animais e critica porque estamos fazendo a discriminação entre o meio...

O Facebook há muito deixou de ser recreio, diversão ingênua, conectar-se com amigos ou parentes distantes... Acabou por tornar-se espaço pra que vigiem a vida alheia e ainda ameacem processar, porque um dia se disse que gostava de azul e os amantes do amarelo julgaram preconceito...

As postagens engraçadas, daquelas que servem apenas pra nos despertar um riso, ou um sorrisinho tímido são alvo dos mimimis de gente que se sente ameaçada ou vilipendiada até mesmo por um comercial. Há pouco que li a respeito de uma propaganda da OLX em que uma família circense busca um imóvel. Quem faz o marketing desta empresa tem ideias geniais, na minha singela opinião de telespectadora e consumidora. Não esqueço do compadre Washington em um som antiiiigo falando seu característico 'ordinária'!

Lá vem mais gente dizendo que diminuía a mulher, que à época do É o Tchan a mulher era coisificada... Eu me amarrava em dançar a 'dança da garrafa', brincar tentando passar pela cordinha... e NUNCA me senti diminuída, apenas me divertia e esquecia as contas, as encheções do dia a dia e as pessoas problemáticas.

Levantar-se a bandeira do empoderamento faz-se necessário sim, a bandeira dos que há muito tempo foram oprimidos e não tinha vez ou voz. Acho extremamente importante, porém... 'sejem menas'. Desconstruir conceitos que se mostram preconceituosos é imperioso, contudo... 'sejem menas'.

As melodias servem pra distrair a alma, acalmar os ânimos, fazer com que nos 'outremos' alguns instantes e queiramos ver 'a cobra subir' sim. Que incorporemos a 'malandra' da moça mais bem sucedida da história da música brasileira. Esta sim que mostrou ser esperta, inteligente e nem por isso menos empoderada.

Leis que surgem pra proteger as minorias, beneficiar animais não podem ser vistas como mimimi. Não podem ser ridicularizadas, porque se houve uma movimentação para que surgissem é porque são primordiais, porque defendem interesses há muito esquecidos. Se eu quero ser mãe de cachorro, por exemplo, serei... e daí? Quem critica nunca me ajudou com um grão de ração!

Deveria sim haver uma lei contra os imbecilóides e juízes facebookianos que vivem com o rabo literalmente na cadeira e nunca nem sequer foram a um asilo ou orfanato para doar 1 quilo de alimento ou visitar, pois companhia bem intencionada é sempre bem vinda.

E vamos aguardar 2019, torcendo pra que seja um ano com criaturas mais coerentes, menos melindradas e mais ocupadas.

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