Rosane Machado
08/04/2018 19h00

MEUS FILHOS SIM

MEUS FILHOS SIM

Este texto hoje é dedicado a quem ama os animais. Alguns torcerão o nariz porque dirão que as pessoas que os amam exageram, humanizam, e eu pergunto: e daí?

Quando se adota (ou compra) um animalzinho, a gente faz porque quer, porque sentiu vontade e talvez, olhando pelo lado da psicologia, algo nos faça falta. E um serzinho (ou serzão, caso seja adulto), pode suprir nossas carências e passar a integrar a nossa vida.

Não me importo que deitem em minha cama, subam em meu sofá, na mesa claro que não admitimos, porque aí é exagero, mas transitam livremente pela minha casa. Ela já é deles desde que a Cacau (a primeira) chegou.

Quando resgatamos algum e entregamos pra adoção, choramos baldes, porque queremos todos os cachorrinhos (e gatinhos) do mundo. E queremos que sejam tratados como são os nossos.

Quem não gosta critica, fala mal, reclama em reuniões de condomínio, como se meus cachorros fossem os seres mais ferozes e fedorentos da face da terra. Mal sabem que quem realmente exala mau odor não são eles. Como é cômodo apontar o defeito do outro, reclamar do próximo quando se é infeliz e desocupado.

Devemos respeitar os outros que não gostam, claro. Não sou insensível ou burra. Conheço a lei e sei que meu direito termina onde começa o do outro, contudo há criaturas que realmente têm problemas e nem sabem. Um ódio desmedido encerra mazelas terríveis.

Um certo pároco falou que cachorros não são coisa de Deus e alguns seguidores bateram palmas fervorosamente. Pobres criaturas que carregam tanta mágoa e dor em seus corações. Pobres criaturas que acham que dobrando os joelhos no domingo não tenham o seu coração radiografado por um Ser Superior que às vezes deve se envergonhar de Sua criação.

Quem têm bichinhos em casa sabe muito bem o que acontece quando estamos deprimidos, choramos ou queremos ficar num canto sem falar com ninguém. Eles percebem e se aproximam. Encostam-se na gente. Alguns nos lambem ou se enfiam embaixo de nossas cobertas.

Como todas as pessoas, enfrento problemas diariamente, de toda a sorte, e tenho em meus filhos peludos (optei por não ter humanos) um apoio absurdo. Eles me conhecem mais do que qualquer pessoa e sabem quando estou bem e quando estou mal.

Nunca mais tive momentos pesados, porque são pontuados por lambidas, pedidos de colo, mordidinhas e muito carinho. Fiz várias amizades com pessoas que também têm seus doguinhos e pactuam do meu mesmo ponto de vista: são anjos.

Eles vieram ao mundo pra resgatar algo de bom na gente.

Eles estão aqui pra nos mostrar que a vida pode ser mais simples, mais feliz e que o que importa é estar por perto e pronto.

Os textos dos Blogs são opinativos e de responsabilidade dos autores. Não significa que a opinião expressada por eles seja a mesma do Grupo W3.

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