Rosane Machado
12/11/2017 15h00

RABANADAS E O TEMPO CORRE

Outro final de ano se aproxima e a sensação de que tudo foi rápido demais incomoda, entretanto é a mais pura verdade.

RABANADAS E O TEMPO CORRE

Outro final de ano se aproxima e a sensação de que tudo foi rápido demais incomoda, entretanto é a mais pura verdade. Certa vez eu até pesquisei a respeito da impressão de que os dias parecem ter encurtado e de que as horas não parecem mais ter sessenta minutos. E até achei explicações.

O tsunami, os terremotos, tudo fez com que a Terra saísse de seu eixo e resultou em uma aceleração em sua rotação. Parece que foi algo tipo uns três micro-segundos, ou milionésimos de segundo, mais rápido, e causando oscilação de cerca de 2,5 centímetros. A explicação então é esta e o tempo está mais rápido mesmo.

Quando vemos já é sexta, aí vem outra segunda, os feriados passam voando e o Natal já aponta na esquina e nas lojas de 1,99. Quer dizer, nestas lojas já apontava desde o mês passado. E a constatação de que nada foi feito, de que todo um planejamento escoou pelo ralo... ah, persiste, insiste e tortura.

O plano de emagrecer pro verão e ir pra praia quase nua, já era. Na verdade eu nem estava tão a fim, porque há muito que não gosto mais de praia, só gostava lá nos meus tempos de Rio de Janeiro. Ia pra orla só com o biquíni, a canga e uma bolsa, porque o resto se alugava e não se levava um grão de areia pra casa. Ah, bons tempos, isso sim!

Aprender a sambar e ser a próxima Globeleza????? Malhar feito uma condenada (condenado malha??)???? Deixa pra próxima encarnação... se houver. Aí teria que me bronzear excessivamente, entretanto de biquíni, mesmo que queiram dizer que as fitas em forma de marquinha são o máximo, prefiro o tecido mesmo.

Fazer aquela viagem dos sonhos? Quais sonhos? Não curto muito viajar, porque gosto demais de minha cama, de meu banheiro, de minhas coisas, de meus peludos... E o fazer mala, levar até o unicórnio que estava passando e não usar a metade sempre foi uma constante. Sem falar que na volta parece que a roupa duplica e a mala fica pequena e a roupa toda suja, porque esquecemos de levar saquinhos pra separar o usado do não usado... e mesmo levando, o cheiro de roupa fechada em mala é indecifrável de tão terrível.

Mas as rabanadas... deveria haver uma lei que postulasse que podem ser consumidas em qualquer data, em qualquer mês... Não é justo que só quando Noel vem podemos degustá-las. Não é justo que só no final de ano possamos curtir um salpicão com tudo (até passas). E os panetones??? Somente chocotones... porque aquela fruta verdinha foi inventada pelo capeta só pra estragar toda a festa.

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