Rosane Machado

Comportamento
Rosane Machado
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Rosane Machado
30/07/2017 18h00

A eterna invasão do alheio

Tudo bem que temos o direito de falar sobre as coisas, mas temos de ter cautela e opinar apenas sobre o que sabemos.

A eterna invasão do alheio

Há pouco ouvi a notícia de que o filho de Abel Braga faleceu. E vieram enxurradas de conjecturas a cerca da morte do rapaz. Uma cantora engorda e mais um monte de juízes e uma leva de criaturas perfeitas vêm com o dedo em riste opinar.

Tudo bem que temos o direito de falar sobre as coisas, mas temos de ter cautela e opinar apenas sobre o que sabemos. Julgar alguém porque engordou, emagreceu, está assim ou assado não nos compete.

Fico impressionada como há tantos desocupados que se ocupam com o rabo alheio. Eu creio ser uma pessoa assoberbada ao extremo, porque mal dou conta de minhas coisas, imaginem se eu ainda me preocupasse com o que alguém faz ou deixou de fazer com sua vida.

Gosto de lembrar da velha história que diz que quando apontamos o dedo para alguém, há mais quatro que são apontados para nós. O péssimo hábito de se julgar além do bem e do mal, ou então de querer aparentar ser perfeito salientando o erro ou defeito do outro é pobreza demais de espírito. Entretanto, quem o faz, não sabe fazer outra coisa.

Até a princesa Diana que já se foi há tanto tempo não escapou de mais conjecturas sobre sua vida amorosa. Agora dizem que ela se relacionou com um guarda-costas. E eu pergunto: e daí? Pode até ser assunto pra um filme sobre amores impossíveis e render uma boa bilheteria.

Temos que nos preocupar com decisões falsas que são espalhadas pela rede como a que diz que o STF "liberou" presos que roubaram celulares de até R$ 500,00! Mentira descabida que é compartilhada 'ad infinitum' e os 'rábulas' da rede já aproveitam pra criticar o judiciário.

Muitas pessoas ganham dinheiro com fofocas, com notícias vazias de verdade, contudo vivem pra isso. Alimentam-se disso. São hábeis no quesito "causar", mesmo que às custas dos outros.

Não vou dizer que não gosto de dar uma fuxicada aqui, outra ali nas linhas de tempo de meus amigos reais e virtuais, entretanto há vida fora disso.

O que continua a me surpreender estratosfericamente são pessoas que reclamam da vida, das contas, da falta de numerário, ostentarem viagens, saidinhas, festinhas e passatempos que não combinam em nada com o nosso alegre bando do proletariado.

Talvez a estratégia seja esta: reclamar, reclamar e afastar até mesmo os cobradores. Aos quatro ventos decantam sua pobreza financeira, mas não deixam de postar o final de semana na Serra, ou a foto com aquele espumante que custa um salário mínimo.

Os textos dos Blogs são opinativos e de responsabilidade dos autores. Não significa que a opinião expressada por eles seja a mesma do Grupo W3.

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