Rosane Machado
18/01/2015 22h00 - Atualizado em 14/10/2015 11h33

BBB 15

Agora percebo que o ano está realmente começando. As vinhetas do Carnaval com aquela mulher que não parece ser de verdade, o BBB sendo anunciado...

            Por mais que fujamos da platinada, as novelas ainda nos prendem (a mim até mexicanas no canal do Abravanel...), alguns programinhas especiais...e o BBB. Agora 15. Que todo mundo critica, mas que dá uma espiadinha sim.

            A fórmula já está meio adulterada, superada, vencida...entretanto acompanho o início e arrisco meus palpites para vencedor. Só que não faço mais o pay-per-vew. Antes fazia. Uma época em que eu não tinha muito trabalho, mas possuía mais dinheiro. Estranha proporção, mas as coisas eram um pouco melhores financeiramente falando.

            Já vi pelas fotos, profissões, idade, que haverá os estereótipos. Teremos os personagens da ‘vida real’. Muito barraco (que é o que vende), muita gente bonita com pouca roupa... romances...Tudo de novo.

            Já falei que uma vez tentei... uma não, duas, tentei me inscrever. Ou melhor, inscrevi-me, mas não sou tão estereótipo, tão diferente assim. Creio ser normal demais e não me encaixar nos perfis de polêmica que o programa pede.

            Agora me imaginei ‘normal demais’! E me senti esquisita. Hoje ser normal demais demonstra um certo desequilíbrio... Lá me vem à mente ser a ‘senhora certinha’! Cruzes. E também não quero levantar a bandeira de ser desequilibrada pra  encantar a assistência.

            Os valores hoje estão todos invertidos. O que antigamente era o correto, hoje beira as raias do bobo, tosco, previsível. O honesto é o trouxa, porque o esperto é que leva vantagem em tudo, certo? Pobre Gerson e o mal fadado comercial que o marcaram ‘ad eternum’! (pesquisem – comercial do cigarro Vila Rica...quem não lembra.)

            Sinto-me como aquelas senhorinhas que eu ouvia quando criança, que diziam que bons tempos eram os delas, onde se amarrava cachorro com linguíça, e ele não comia a linguíça, e em que as crianças nasciam de pés de couve. Tempos ingênuos e por assim o serem, eram mais felizes. A ignorância como benesse, prêmio, virtude!

            Tempos em que eu não invejava aquela mulata sambando, com seus cachos definidos e sem frizz. Vencendo a lei da gravidade e a inveja alheia.       Pois bem, o ano está começando agora, com mais um BBB, mais um Carnaval, daqui a pouco  o Oscar... Quando menos esperarmos, Roberto Carlos aparecerá no auge de seus 100 anos, cantando pra gente que ele é que é o cara. E fechando o cortejo, Simone nos perguntando o que fizemos em 2015...

Recomendadas para você

Outras notícias