Luiz Pedro Garcia
01/05/2019 18h50 - Atualizado em 02/05/2019 13h46

25 anos sem Ayrton Senna

Blog Com a Bola Toda faz uma homenagem ao piloto brasileiro

25 anos sem Ayrton Senna

Nas décadas de 80 e 90, quando a internet engatinhava no Brasil (aqui em casa também engatinha de tão lenta) e ainda não existiam grandes meios de comunicação e informação como Facebook,Whatsapp e Revista W3 (puxei o saco mesmo heheh) a televisão a cores era uma das grandes forma de entretenimento, em uma época em que tínhamos como presidente José Sarney, surgiria nas manhãs de domingo na maior categoria do esporte automobilístico, um brasileiro que chamava atenção com suas vitórias na gringa tremulando sempre a bandeira do Brasil em suas comemorações, Ayrton Senna da Silva nascido em São Paulo em 21 de março de 1960 se tornou um dos mais respeitados pilotos da categoria, nos deixando de maneira trágica no dia 1 de Maio de 1994, tornando-se cultuado em toda Fórmula 1 e, no Brasil, um herói nacional, em épocas obscuras no nosso país.

Como Senna conseguia se destacar ao volante?

Senna se tornou um dos maiores pilotos da Fórmula 1 com um estilo que explorava ao máximo as entradas e saídas das curvas. Um de seus segredos eram as frenagens, ele calculava minuciosamente aonde frear e também como frear, pois o nível da pista e a pressão aplicada ao pedal fazia toda diferença em um F1.

O brasileiro freava de forma suave por menos tempo, o que o fazia entrar nas curvas com mais velocidade, usando muito o freio motor, com suas freagens mais breves ele poderia reduzir as marchas com mais rapidez, diminuindo a velocidade do carro em um espaço mais curto de tempo.

Outros especialistas acreditam que o seu diferencial era nas saídas das curvas, Ayrton Senna chegou a F1 na era em que os motores turbos estavam no auge, o que fez o piloto brasileiro desenvolver uma técnica para diminuir os efeitos do turbo lag (atraso para responder) enquanto os outros pilotos usavam uma aceleração gradual, Senna acelerava dando patadas no pedal da direita.

Aliando a técnica dos pedais com o manuseio do volante, Senna levava vantagem por ser canhoto, ficando sempre com a mão mais forte ao volante nas trocas de marcha, este trabalho entre pés e mão exigia muito da sua coordenação motora que só era possível devido a sua preparação física.

Entendeu as técnicas do homem? Não vai sair dando uma de Senna pelas ruas da cidade aí! Hehehe

Quer saber mais alguns fatos sobre a carreira do Ayrtão? Vamos lá!

Fatos que nem eu sabia sobre a carreira do Senna:

1.Ao longo de sua carreira, Ayrton Senna conquistou 41 vitórias (19 de ponta a ponta), 161 GPs, 2.750 voltas na liderança, 65 poles e 3 títulos mundiais.

2.Senna ganhou seu primeiro veículo aos 4 anos: um mini kart feito pelo seu pai

3.Seu apelido na infância era Beco

4.Em 1983, Senna correu uma prova da Fórmula 3, na Inglaterra, com o carro sem os freios. Os mecânicos, a princípio, não acreditaram, mas ao verificar as pastilhas viram que elas estavam geladas

5.Em 5 de novembro de 1984, Ayrton Senna, recém-contratado pela Lótus, acordou com o lado direito do rosto totalmente paralisado. Estava na Inglaterra. A primeira sensação foi a de um derrame. Mas tudo não passou de uma paralisia facial. Senna fez massagens e usou uma medicação à base de cortisona. Teve uma recaída ao dormir num hotel carioca com o ar condicionado ligado. O piloto só se recuperou totalmente em fevereiro de 1985.

6.O circuito inglês de Silverstone recebeu o apelido de Silvastone, em homenagem ao sobrenome Silva do piloto. Ele ganhou três provas de Fórmula 3 nesse circuito.

7.GP da Europa, em Donington Park. Com muita chuva, Senna largou em quarto, caiu para quinto, mas antes do final da volta já liderava. O fato ficou conhecido como a volta perfeita.

8.O piloto faleceu sem deixar filhos.

9.Ayrton Senna namorou Xuxa Meneghel e Adriane Galisteu.

10. Ayrton usava as cores do Brasil no seu capacete. Em 1978, quando foi disputar o Campeonato Mundial de Kart, na Europa, as regras da competição exigiam que os capacetes dos pilotos tivessem as cores do país de origem do participante. Ele decidiu manter a tradição na F-1.

11.Na penúltima corrida da temporada de 1991, já com o título garantido, deixou o companheiro Berger passar na linha de chegada.

12.Ao final de 92, a convite de Émerson Fittipaldi, testou um carro da equipe Penske na Fórmula Indy.(imagem formula indy)

13.O GP do Brasil de 94 foi seu primeiro pela Williams

14.Eric Comas, piloto que Senna ajudou a socorrer após a batida em um treino, é o mesmo que aparece com seu carro quando a equipe de resgate está na pista socorrendo o brasileiro.

15.Em 1987 venceu pela primeira vez o GP de Mônaco.

16.Em 1988 mudou-se para a McLaren.

17.Sua primeira vitória pela nova equipe foi no Grande Prêmio de San Marino, curiosamente a corrida que viria a perder a vida em 94.

18.Ainda em 86 fez testes em carro de Rally a convite de uma revista britânica.

19.Dois dias antes do GP Brasil de 1987, Ayrton Senna recebeu do Ministério da Aeronáutica o título de piloto de caça honorário da Força Aérea Brasileira. Senna retribuiu a homenagem colando em seu capacete o símbolo do Esquadrão do Primeiro Grupo de Caça, equipe de elite da FAB, que adota como lema o famoso "Senta a Pua", usado pelos nossos pilotos na Segunda Guerra Mundial.

20.Senna era torcedor do Corinthians.

21.Senna teve um funeral de Estado onde cerca de 500 mil pessoas foram às ruas para assistir a passagem do caixão.

22.A morte do piloto foi considerada pelos brasileiros como uma tragédia nacional e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial. O governo brasileiro também lhe concedeu honras de chefe de Estado, com a característica salva de tiros.

23.O corpo de Senna está sepultado no jazigo 11, quadra 15, setor 7, do Cemitério do Morumbi, em São Paulo.

24.Procuradores italianos acusaram seis pessoas de homicídio com relação à morte de Senna, todas as quais absolvidas posteriormente.

25.A Fórmula 1 sofreu muitas modificações com o intuito de aumentar a segurança tanto dos pilotos quanto dos espectadores. Desde a corrida que matou Senna, foram feitas numerosas mudanças no regulamento para reduzir a velocidade de um Fórmula 1 e novos circuitos, como o Circuito Internacional do Bahrain, incorporaram grandes áreas de escape para reduzir a velocidade dos carros antes que eles colidissem com um muro.

O Acidente

Você se lembra do que estava fazendo quando ficou sabendo que o tricampeão Ayrton Senna havia nos deixado após um acidente no autódromo de Ímola? Se passaram 25 anos do acidente de um dos maiores ídolos brasileiros, mas muitos ainda têm gravadas as memórias daquele dia. Na sétima volta do Grande Prêmio de San Marino, no autódromo de Ímola, na Itália, Ayrton Senna passa direto pela curva Tamburello, a 300 quilômetros por hora, e bate no muro de concreto. Às 13h40 da tarde, hora do Brasil, um boletim médico do hospital Maggiore de Bolonha, para onde o piloto foi levado de helicóptero, anunciou a morte cerebral de Ayrton Senna.

Na sexta-feira dia de testes, o carro do brasileiro Rubens Barrichello bateu forte. Barrichello só não morreu porque o choque foi amortecido pelos pneus. Nos treinos de sábado, o carro do austríaco Roland Ratzenberger (em sua primeira temporada na F1) se desintegrou no muro de concreto depois de passar reto numa curva. O piloto chegou morto ao hospital, vítima de comoção cerebral. Esse foi o quadro de presságios que antecedeu o acidente com Senna. O piloto brasileiro manteve a liderança do Grande Prêmio por exatos 21 minutos. Às 9h40, 25 horas depois da morte de Ratzenberger, a Williams de Senna sumiu repentinamente da pista. "Eu vi a traseira do seu carro bater no solo violentamente", contou Schumacher, que ia colado em Senna na entrada da curva. "Em seguida, ele perdeu completamente o controle".

Muitas especulações surgiram acerca dos motivos do acidente e de todas elas, a mais provável combina dois fatores: a pista ruim com um defeito mecânico. Schumacher diz que o carro pulou duas vezes antes de sair da pista. O ex-campeão Niki Lauda afirma que o problema foi mecânico, provavelmente uma quebra na suspensão, mesma opinião do brasileiro Nelson Piquet. Outra explicação está nos pneus. Como a corrida estava começando depois de uma parada provocada por um acidente na largada, os pneus ainda não teriam atingido a temperatura e a pressão adequadas para manter o carro na pista. Senna pisou fundo e foi jogado para fora.

Desde 1995 os carros da equipe Williams levam a marca do S do Senna em seus bicos como forma de homenagem.

Senna ficou para sempre no coração e na memória de muitos brasileiros. Diversos ginásios de esportes, uma rodovia e uma estação e metrô são batizados com seu nome além do Instituto Ayrton Senna - ONG criada para ampliar oportunidades de jovens e crianças através da educação.

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