Com o objetivo de discutir soluções para impedir a possibilidade do Governo do Estado fechar a escola do bairro, como também maneiras para mudar a classificação de região de risco, foi realizada na noite de terça, 20, no bairro Barranca, uma Audiência Pública promovida pela Câmara de Vereadores. Em torno de 150 pessoas participaram das discussões que contou também com autoridades locais, como representantes de associações do bairro, entidades, Ministério Público e das polícias, além da Defesa Civil e secretaria de Educação.

A inciativa da reunião partiu do presidente da Câmara, Daniel Viriato Afonso, com apoio da comunidade escolar. Também participaram os vereadores Jair Anastácio, Pedro Paulo Souza, Jacinto Dassoler, Cristiano Costa e Diego Pires.

O único serviço público prestado diretamente no bairro com prédio próprio é a Escola de Educação Básica Professora Otília da Silva Berti, que atende em torno de cinquenta alunos, e que, segundo o Conselho Comunitário Escolar tem potencial para abrir mais turmas nos próximos anos e evitar o fechamento por falta de demanda. A pedido da Gerência Regional de Educação foi realizado, inclusive, um levantamento que apontou mais de vinte crianças na lista de espera. Para a coordenadora de Educação no Vale, Rosane Castelan, a visão que se tinha da escola mudou desde a vistoria realizada por um técnico na semana passada. “Podemos abrir as turmas solicitadas, mas é necessário que a administração municipal firme parceria para desenvolver ações sociais para que nos tempos ociosos a escola seja usada e as crianças tenham um pouco mais de educação”, tranquilizou os moradores.

Quanto a desclassificação de área de Risco, o pronunciamento ficou por conta do secretário de Planejamento, Franscisco Diello, que representou o prefeito, Mariano Mazzuco, garantindo que o município buscará mecanismos para reverter a situação e permitir que os moradores possam usufruir, por exemplo, de programas habitacionais existentes e financiamentos para reformas e construções com a providência.

O representante da Defesa Civil Estadual, Sebastião de Souza, orientou que seja realizada estratégias pelos moradores e na escola para em caso de enchentes as pessoas se protejam, fato que foi comentado pelo coordenador da Defesa Civil municipal, José Hilson Sasso, que afirmou que o município tem um plano de contingência aplicado no bairro que não sofre com cheias há 10 anos.

Também foram ouvidos pais dos alunos a respeito das duas situações, representantes da Associação de Moradores e algumas autoridades que se preocupam com a comunidade. O presidente da Câmara, que tem raízes no bairro, avaliou a audiência como positiva. “A Câmara cumpriu o seu papel, a administração municipal vai fazer a sua parte para contribuir com a comunidade. Estou muito feliz que as pessoas participaram e fizemos desta audiência um momento para discutir as necessidades e buscarmos por soluções”, disse, Daniel.

Fonte: Assessoria de Imprensa