Há três meses, José Catalino Lopez de 54 anos entrava em uma canoa pela primeira vez. Começar um novo esporte com esta idade já poderia ser um desafio e tanto, mas para Lopez, este é apenas um de muitos outros já enfrentados. O convite feito pelo grupo Remada Sul, para navegar no Rio Araranguá, deu inicio a uma grande jornada. 

Portador de glaucoma, Lopez perdeu a visão há 19 anos. Antes da doença se manifestar de maneira repentina, ele conta que adorava praticar esportes, mas acabou deixando a paixão de lado. “Lopez lutava, corria e acabou desistindo dessa parte da vida dele. Decidiu seguir em frente e focar nos estudos, agora é formado em duas faculdades. Mas nesses últimos anos ele resolveu dar uma chance e voltar para o esporte”, conta a treinadora, Marina dos Santos.

Mesmo com pouco tempo, o argentino já se destaca. Lopez competirá com paratletas do país inteiro na segunda etapa da Copa Brasil de Paracanoagem, que será realizada em São Paulo, dos dias 4 a 6 de julho. E para isso ele precisa de ajuda. Para realizar seu sonho, Lopez pede auxílio para os custos da viagem - para ele e sua treinadora. Neles estão inclusos o transporte de Araranguá até São Paulo, hospedagem e alimentação. Já os equipamentos adpatados para a prova, serão cedidos pela Associação de Esportes Adaptados (Esad). 

Escrevendo a história

José Catalino será um dos primeiros a participar desta categoria na história paraesportiva brasileira, pois nunca houve uma competição de paracanoagem voltada para cegos ou deficientes visuais. “Esta etapa é uma espécie de edição experimental, para ver se há atletas e demandas para o esporte atualmente”, explica a treinadora.

Para os interessados em ajudar Lopez, os telefones são (48) 999878054, 3524-0200 ou 996163499.

Lopez e Marina dos Santos, sua treinadora