O represente comercial Valter Henrique Laurenço, 30 anos, passa maior parte do dia na estrada. Por mês, ele gasta em média 315 litros de combustível para percorrer um trajeto de aproximadamente 4,3 quilômetros. Para ele, a variação no preço da gasolina reflete diretamente no bolso – algumas vezes de maneira negativa, mas em outras, como agora, o impacto é positivo, pois gera economia.

Nos últimos dias Valter tem acompanhado a baixa no preço do combustível em Araranguá. De R$ 4.19 registrado no final do ano, agora, ele paga R$ 3.89. Para ele esta queda no valor do combustível representa uma economia de R$ 100. “Pode parecer pouco, mas em 12 meses isso representaria R$ 1,2 mil, ou seja, daria mais um tanque para rodar um mês inteiro”, destaca.

O motivo da queda

De acordo com o último levantamento de preços realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), Criciúma e Araranguá possuem a gasolina mais barata de Santa Catarina. O valor médio pago por litro pelo consumidor é de R$ 3,88 em Criciúma e R$ 3,882 em Araranguá.

Mas os baixos preços não devem se sustentar por muito tempo. De acordo com Norberto Rizzotto, proprietário de uma rede postos de combustíveis, a queda do valor é reflexo da concorrência. “Tivemos uma pequena baixa no custo do produto, mas o que de fato está interferindo no valor das bombas é a concorrência. Em uma ação regional diversas redes estão fazendo promoções para atrair o consumidor e isso é momentâneo”, explica.