O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na última terça-feira, 1, que acrescenta R$ 44 ao salário mínimo, passando de R$ 954 para R$ 998, impacta a vida de milhões de brasileiros, e no Extremo Sul não é diferente. A reportagem do Grupo W3 foi às ruas para saber a opinião dos araranguaenses sobre o novo reajuste.

Para o bancário Paulo Possoli, a expectativa para o novo governo é positiva, mas reformas tributárias precisam ser feitas. “O salário mínimo para a população em geral é importante, mas ainda é muito pouco. Para aumentar o salário o governo tem que desonerar a folha de pagamento e pagar um salário melhor. Tem que mudar, tem que fazer uma reforma fiscal, tirar os interesses do Estado, do Governo Federal e do município”.

Já Cleuza Cadorin, que tem sua mãe aposentada acredita que o salário é baixo, principalmente para os pensionistas. “Pra minha mãe que recebe dois aposentos, este valor ainda é bom, mas para quem recebe só um foi pouco, tem que aumentar mais. Mas como sempre a esperança é a última que morre, quem sabe agora muda um pouco com esta troca de governo”.

Na opinião do farmacêutico Felipe Rosa dos Santos, mesmo que a mudança não aumente a sua renda, é importante. “Não impacta em nada no meu salário, mas acho bom. Esta mudança me surpreendeu no primeiro dia do ano, acho importante e necessário dar poder aquisitivo pro provo”.

Abaixo da média

O valor do salário mínimo para 2019 é menor que o que havia sido previsto no ano passado pelo governo Michel Temer (MDB), de R$ 1.006, uma correção de 5,45% sobre o salário mínimo anterior, de R$ 954.

Um salário mínimo menor do que o previsto é resultado de uma mudança na previsão da inflação: na época em que o governo Temer orçou o salário mínimo em R$ 1.006, a previsão era de que a inflação fecharia em um valor mais alto.

O salário mínimo é calculado com base no PIB e no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que corrige o poder de compra dos salários, medindo a variação de itens de consumo da população assalariada com baixo rendimento. A estimativa de inflação projetada pelo governo era de 4,2%, com crescimento do PIB de 1% em 2017 (o governo também levava em conta um resíduo de R$ 1,75 que faltou do salário mínimo em janeiro de 2018). A expectativa agora é que o INPC feche em um valor menor - o número oficial ainda não foi divulgado.

Fonte: Com informações BBC