Em 138 anos de história de Araranguá, muitas gerações passaram pelo maior município do Extremo Sul Catarinense e com certeza cada um que nasceu na cidade ou que foi adotado por ela, tem uma bela história para contar, ou lembra um fato marcante que aconteceu e claro, como todo araranguaense, tem um lugarzinho preferido para ficar.

Nesta edição especial em alusão aos 138 anos da cidade, mostramos para você a visão de três gerações, o ontem, hoje e o amanhã, que ainda constroem a sua história na cidade e que mostram sua paixão pelo município litorâneo.

Dona Maria de 77 anos, Flávia Sá, 32 anos e Ana Laura de 10 anos, mostram o seu amor e os seus sonhos para a Cidade das Avenidas.

Dona Maria Florisbela da Silva

O ontem: Dona Maria Florisbela da Silva é moradora do bairro Coloninha, mas nasceu na comunidade de Volta Curta, viveu sua infância na comunidade do Manhosos, no outro lado do rio.

Quando questionada, sobre o que mais encanta a araranguaense, ela prontamente responde. – “A presença materna da padroeira, Nossa Senhora Mãe dos Homens é o que mais me encanta, desde que vivo aqui, sou devota e tenho vida ativa nas comunidades, fui catequista por mais de 30 anos”.

Como toda cidade, Araranguá precisa de mudanças e Dona Maria é firme ao falar o que mudaria. “Eu mudaria a forma de governo imposta hoje, eu queria que tivéssemos lideres políticos que valorizassem mais a cidade, ela tem potencial e isso precisa ser trabalhado para o seu desenvolvimento”.

A moradora do bairro Coloninha, sonha que Araranguá pode se tornar ainda melhor de viver. “Eu sonho com um município de paz, com mais segurança, pois hoje vivemos em um mundo tão violento e acredito que o ideal para todo ser humano é que ele viva em paz”.

Dona Maria, conta emocionada um momento que marca os seus 77 anos em Araranguá. Para ela foi a inundação do ano de 1974. “Todos os dias me recordo daquela data, meu pai morava do bairro Volta Curta e fomos buscar ele para a minha casa, foi um momento muito marcante”.

Entre todas as características de Maria Florisbela, uma delas é o amor por Araranguá e ela não mede palavras para demonstrar isso. “Eu gosto muito de morar, é uma cidade pequena, onde temos tudo próximo. Se fosse para eu sair daqui hoje, não faria isso de forma alguma, eu amo a minha cidade”.

Flávia Sá

O hoje: Entre idas e vindas, Flávia Sá é com certeza uma das araranguaenses mais apaixonadas pelas belezas naturais. Atualmente ela vive no município e é uma das personagens mais conhecidas da cidade, por ser uma das fotógrafas mais respeitadas. Em 32 anos vividos, boa parte destes, com sede na Cidade das Avenidas e mesmo com pouca idade, momentos marcaram sua trajetória.

Para Flávia, Araranguá é uma cidade encantadora. “Ah, sou apaixonada pelas belezas naturais de nosso município, tem vários locais que eu vou e me conecto com a natureza. Além disto, as pessoas são muito acolhedoras, temos um povo trabalhador e honesto. Eu já morei em outras cidades para estudar, mas sou super bairrista”.

Na visão de Flávia, muitas coisas devem ser melhoradas. “O transporte público é algo complicado em Araranguá e necessita ser aperfeiçoado, há falta de horários e não vejo mudanças. Eu acredito que um grande problema é a não existência de ciclovias em Araranguá, além disto, gostaria que os governantes olhassem mais para o que temos de bom aqui e fizessem, por exemplo, a revitalização da “beira do rio” e a melhora do esgoto pluvial”.

A esperança de um Araranguá melhor está na política. “Eu sonho que as pessoas se encorajem e que possam se envolver com a política, vivemos um momento que precisamos de novos líderes”.

Um fato que marcou esses 32 anos de Araranguá, foi o Furacão Catarina. “Eu não estava em Araranguá neste dia, mas a minha família estava e eu sentia de longe a dor das pessoas ao verem as suas casas destelhadas. Foi um fato que marcou, porque eu estava longe e ao mesmo tempo perto e este evento climático com certeza deixou a cidade conhecida nacionalmente”.

Ela destaca que é muito bom morar em Araranguá. “É maravilhoso viver em Araranguá, por ser uma cidade pequena e de gente simples é possível cumprimentar as pessoas que passam na rua. Sou apaixonada por todas as belezas, pela fauna, pela flora, enfim, amo viver aqui”.

Ana Laura

O amanhã: As crianças de hoje são o futuro de amanhã e serão elas as responsáveis por fazer de Araranguá uma cidade melhor para se viver e eles também têm a missão de zelar por aquilo que temos hoje. A pequena Ana Laura Corrêa Pereira, de 10 anos, mesmo tão jovem, tem muita opinião formada sobre a cidade e tem sonhos, como qualquer araranguaense.

Como na infância, tudo nos encanta, Ana Laura afirma que a cidade é encantadora e é difícil identificar o que mais chama a atenção. “Eu gosto de tudo um pouco, gosto muito do Rio Araranguá, pois ele é diferente de todos os outros, ele muda de cor. Além disso eu que gosto de estudar, de ir à igreja, de conviver com a minha família, consigo deixar estes momentos mais bonitos, pois tenho Araranguá de fundo”.

Quando perguntada – Ana o que você mudaria em Araranguá? Ela, uma criança, em sua inocência, diz que mudaria as obras da cidade. “Araranguá tem muitos prédios, eu gosto mais de casas, porque assim é possível brincar, correr”.

Ter mais segurança, aos 10 anos, este é o maior sonho da araranguaense. “Eu queria que Araranguá não tivesse tantos acidentes, furtos, pois tudo isso deixa as pessoas tristes”.

No ano de 2016, Ana Laura, coroou a imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens, padroeira do município e segundo ela, isso marcou muito. “Foi muito lindo e fiquei muito feliz neste dia, pois eu, entre tantas outras crianças fui a escolhida para coroar a Mãe de Jesus. Eu nunca vou esquecer este dia”.

Para Ana, morar em Araranguá é muito bom. “Eu gosto muito de viver em Araranguá, é uma cidade muito bonita e aqui eu consigo ser feliz junto da minha família e dos amigos. Eu espero viver aqui e construir minha família”.

Fonte: Fotos: Miguel Silveira