“As pessoas que trabalham na balsa, brincam com a população, demoram muito para levar e buscar veículos”, essa é uma das mensagens que o Grupo W3, recebeu durante o último fim de semana, questionando sobre o tempo que a equipe da balsa leva para fazer a travessia sobre o Rio Araranguá.

A reportagem entrou em contato com o diretor do departamento municipal de Trânsito, Geraldo Mendes e ele esclareceu sobre as normativas. “Os funcionários têm um tempo médio estipulado para fazer a travessia, que podem durar 20 minutos. Então a população, às vezes, precisa ter paciência, pois não é tão simples, quanto parece”, pontua Mendes.

Além disso, ele pontuou que há um acordo entre a administração e os servidores para casos específicos. “A orientação que damos é que quando houver uma travessia com poucos veículos, que se espere um tempo para dar início, já que antigamente, a travessia era feita com apenas dois ou três veículos, chegando à metade do trajeto, chegavam mais veículos. Então decidimos encaminhar desta forma, para que não aconteça um déficit quanto ao combustível. Já calculamos que esta medida gera uma economia mensal de mais de 200 litros”.

Ainda segundo ele, em casos de emergência a situação é diferente. “Quando um motorista precisa fazer a travessia de forma emergencial, os funcionários são autorizados a realizar o trajeto. São situações que precisam ser relevadas. Vale ressaltar que nossa equipe trabalha com muita seriedade e para que a população seja bem atendida”.

População não vê diferença na balsa

Faz pouco mais de um mês que a travessia voltou a ser cobrada. A reportagem lançou uma enquete nas redes sociais, com o seguinte questionamento: “Você notou alguma diferença no serviço, sim ou não?”, 79% dizem que não, já 21% afirmam que sim.

Mesmo assim, de acordo com o diretor de Trânsito de Araranguá a avaliação que a administração faz é positiva. "Este foi o primeiro mês da cobrança e estamos recebendo uma resposta positiva da população. Uma boa parte do povo do outro lado do rio está aprovando, bem como os turistas que procuram o Distrito de Hercílio Luz".

Em 30 dias, apenas duas vezes a navegação não funcionou. "Não houve nenhum tipo de parada, por conta de problemas técnicos, apenas a maré alta fez com que os serviços fossem paralisados por dois dias", destaca Geraldo.

Fonte: Fotos: Eduardo Souza