Não foi desta vez, que a situação dos 60 médicos do Hospital Regional de Araranguá e dos mais de 450 funcionários, ligados a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), foi resolvida. Com a saída da gestão, todos os funcionários foram demitidos, sendo que até o momento a rescisão trabalhista não foi acertada por parte da SPDM. O valor do débito com médicos ultrapassa os R$ 9 milhões e R$ 7 milhões com os funcionários.

Na manhã desta sexta-feira, 9, os representantes do SindiSaúde (Sindicato dos Servidores e o SIMESC (Sindicato dos Médicos do Estado Santa Catarina), se reuniram com representantes da SPDM, na Tribunal Regional do Trabalho de Araranguá.

Uma primeira audiência foi realizada, sob o comando do Juiz Ricardo Jahl. Além dos advogados das partes, servidores de forma individual contrataram advogados que buscavam um entendimento. “A audiência visava um consentimento entre as partes, para que os funcionários sejam ressarcidos quanto a verbas atrasadas e multas previstas a CLT”, pontuou Marcos Pizzolo, advogado de defesa de cerca de 20 pessoas.

“Eu, enquanto juiz tenho como objetivo firmar um acordo, para que todos saiam bem nessa situação, com agilidade” esclareceu o Juiz, Ricardo Jahl.

A SPDM fez uma proposta de parcelamento dessas dívidas, mas por aprovação do juiz, um prazo foi dado para que em assembleia, ambos os sindicatos, aprovem ou não a proposta. A resposta e novos desdobramentos serão dados em uma próxima audiência, no dia 2 de março, agora com a presença da superintendência da SPDM.