Tradicional na Cidade das Avenidas, a Escola de Educação Básica de Araranguá está comemorando a liberação de salas que foram interditadas pela Vigilância Sanitária.

De acordo com a diretora, Luciana Costa, em junho deste ano foram feitas as vistorias.

"A Vigilância Sanitária fez a vistoria e também as interdições de salas de aula e do refeitório. Por solicitação da própria Vigilância, junto veio o Engenheiro da ADR para observar a parte de estrutura, ou seja, o que não era mais uma rachadura comum, o que era algo considerado de risco. Assim que o relatório da Vigilância ficou pronto, eles encaminharam para o Secretário da ADR, junto com o laudo do Engenheiro, a ADR veio e fez uma interdição dos locais considerados área de risco", explica.

Ainda segundo a diretora, dentro destes locais isolados estão algumas salas de aula que estavam interditadas pela Vigilância e o próprio refeitório. "Ficaram de fora dessa interdição três salas de aulas interditadas pela Vigilância, que não apresentavam risco de desabar, eram problemas no forro, infiltração, problemas deste tipo. Neste período a ADR entrou com a parte de reformas destas situações. Três salas interditadas mais outras que apresentavam problemas, totalizando oito salas", relata.

Durante este período, os ambientes da escola precisavam ser readequados para garantir que todos os alunos tivessem aula e concluíssem o semestre. "Por isso, tivemos duas turmas estudando no Teatro Célia Belizária durante este período. Porque não havia sala de aula. No início de agosto a ADR veio com a empresa que ganhou a licitação e começaram os reparos. Fizeram melhorias nestas oito salas de aula e logo que foi concluído, a Vigilância foi avisada. Na semana passada eles vieram, fizeram novamente a vistoria e liberaram estas três salas que estavam interditadas. As turmas que estavam no Célia Belizária retornaram para o edifício da escola", comemora a diretora.

A área que está em risco ainda está isolada e vai permanecer assim até que seja feita a grande reforma da escola. "É a parte onde tem a área coberta e funcionava banheiros, cozinha da Risotolândia, laboratórios de Biologia, sala da Educação Física e mais oito salas de aula. A informação que temos é que o antigo projeto está sendo refeito, com adequações para que seja feita uma nova licitação", destaca.

A escola, que conta com aproximadamente 700 alunos, está interditada desde o dia 14 de junho. "Temos o Ginásio, tem outras quadras, os alunos conseguem utilizar estes espaços. O que tivemos que readaptar é que os alunos tiveram que usar além dos banheiros de dentro do prédio, os banheiros do Célia Belizária. A cozinha que funcionava naquela parte também está funcionando no Célia Belizária. Na hora do intervalo, o lanche da manhã é trazido e servido aos cerca de 500 alunos no espaço coberto daqui. A tarde e noite, como são menos alunos eles vão até a cozinha do Célia que foi preparado como um refeitório para recebê-los", diz.

Para a diretora, a parte boa é que os alunos já retornaram para dentro do prédio da escola, as salas já estão adequadas e os alunos não estão em área de risco. "Tínhamos este medo de que a qualquer momento poderia acontecer algum problema grave, uma tragédia, então, a parte comprometida está isolada, o aluno não tem acesso. A parte ruim é que precisamos realmente que saia a grande reforma para que possamos utilizar estes espaços que são coletivos e precisam ser derrubados e ter uma nova estrutura. Enquanto isso, laboratórios, cozinha e banheiros continuam funcionando no Célia Belizária", salienta.

Mesmo com estes problemas, a parte didática está se destacando. "No início do ano nós fomos a única escola pública estadual entre as 10 com mais de 50 alunos inscritos no vestibular da UFSC que mais aprovaram", diz.